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Redes de solidariedade, associativismo e liberdade nas associações beneficentes negras do Rio de Janeiro no século XIX

Por Camila Menegardo Mendes

Resumo

Durante os séculos XVIII e XIX, as sociedades beneficentes ou de ajuda mútua tornaram-se bastante populares no Brasil. Elas reuniam diversos trabalhadores, dos mais diversos estratos sociais, que uniam seus recursos financeiros a fim de destiná-los a si próprios ou outros sócios nas horas de necessidade. Este trabalho tem como finalidade analisar as redes de solidariedade existentes entre trabalhadores negros e brancos; livres, libertos ou cativos na cidade do Rio de Janeiro no período pré-Abolição a partir de sua reunião nas sociedades beneficente, privilegiando aqui as sociedades compostas exclusivamente por trabalhadores negros e suas tentativas de legalizar suas atividades, bem como as barreiras impostas pelo Governo Imperial, na figura do Conselho de Estado, a isso. Serão analisados aqui os estatutos da Sociedade Beneficente da Nação Conga, de 1861, da Associação Beneficente Socorro Mútuo dos Homens de Cor e da Sociedade de Beneficência da Nação Conga “Amiga da Consciência”, ambas de 1874, compreendendo essas sociedades como um canal de luta por melhores condições de vida e de trabalho e também um meio legal de combate à escravidão.

Palavras chave: sociedades, trabalhadores, negros.

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