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Moradores do território quilombola do Jambuaçu protestam por violência na comunidade

Moradores do Território quilombola do Jambuaçu, no município de Moju, protestam desde a manhã desta segunda-feira, 23, na rotatória da Alça Viária. Os manifestantes bloquearam a estrada com pneus e pedaços de madeira queimados, impedindo a circulação de motoristas pela rodovia.

O protesto é contra o aumento da violência no território quilombola causado pela construção de uma estrada dentro da comunidade, construída sem consultar as lideranças. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) estão no local para dialogar com a comunidade.

Os manifestantes exigem um posicionamento de algum representante do Estado. Eles alegam violência psicológica e corporal de caminhoneiros que usam o desvio.

A estrada é usada como um desvio pela vicinal dos quilombolas para o acesso de motoristas que partem de Belém em direção ao nordeste do estado do Pará. No local, vivem cerca de 700 famílias que estão sendo acuadas por motoristas que passam pela estrada.

A nova rota, que passa por dentro da comunidade quilombola, foi sugerida pelo governo do Estado como alternativa após a queda de um trecho de 200 metros da terceira ponte da Alça Viária, no dia 6 de abril deste ano.

A vicinal Quilombolas, que liga a PA-252 à cidade de Moju, é uma estrada de terra batida que atravessa 17 comunidades remanescentes de quilombos. O grande fluxo de veículos já provocou a queda de duas pontes de madeira, aumentando, em até duas horas, o tempo gasto pelos motoristas, num trecho que antes era concluído em 30 minutos.

Com início na PA-252, a vicinal dos Quilombolas tem cerca de 32 quilômetros, conectando os municípios de Acará e Moju. Ela é de terra e não possui sinalização. Das 17 comunidades, 15 delas fazem parte do território quilombola Jambuaçu e 14 já são tituladas.

FONTE: Roma News em 27/09/2019

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