Articulação de Mulheres do Baixo Sul e Koinonia seguem com entrega de cestas de alimentos

Por Ana Celsa Souza, voluntária de KOINONIA
Edição Natália Blanco, KOINONIA

A existência de vacinas contra a covid-19, sendo uma delas desenvolvida no Brasil, ainda não é suficiente para conter os impactos e efeitos da pandemia na população brasileira.

As ações de solidariedade seguem tendo papel fundamental na manutenção da vida de comunidades e famílias vulnerabilizadas diante do atual cenário.

KOINONIA e a articulação de Mulheres do Baixo Sul da Bahia desde o início da pandemia, em março de 2020, vem organizando e realizando entregas de cestas de alimentos e matérias de segurança como as máscaras, para famílias de comunidades quilombolas e negras da região do Baixo Sul.

Na última ação, foram entregas 50 cestas de alimentos para comunidades do município de Camamu e Igrapiúna. A metodologia das entregas consistiu da seguinte forma: Cada mulher liderança comunitária informou os nomes das famílias mais vulneráveis neste momento de pandemia. Foi dada uma especial atenção para famílias de mulheres mães solteiras e de terreiro.

Além disso, foi dado um apoio ao acampamento de pescadores de Camamu com cestas básicas que se encontram acampados atualmente. Vale ressaltar que todas as comunidades beneficiárias fazem parte da Articulação de Mulheres do Baixo Sul.

Como as ações de solidariedade não são únicas, devido a entrega das cestas básicas pela Fundação Palmares, houve também um cuidado na escolha das datas, para que não fossem gerados conflitos . Outro fator que também impactou as ações foram as chuvas que se estenderam nos meses de dezembro e janeiro. Mas felizmente todas as entregas programadas foram realizadas.

Lista de Comunidades Quilombolas e Negras beneficiarias das 50 cestas básicas:

  • Abobora
  • Barroso
  • BoaVista
  • Beija Flor
  • Dandara
  • Jetimana
  • Pescadores
  • Ronco
  • Manjerona
  • Povos de Tereiro
  • Limoeiro

Retrospectiva 2020: ano que nos desafiou, mas não nos impediu!

 

2020 entrou para a história como o ano em que o mundo parou por causa da pandemia de coronavírus, e com isso, inúmeras adaptações foram impostas às organizações sociais.

Planos, projetos e ações previamente organizadas foram adaptadas para o “novo normal”, e ações oriundas da nova realidade tiveram que ser incorporadas nas frentes de trabalho.

Em uma nova realidade, Koinonia Presença Ecumênica e Serviço permaneceu na atuação a partir do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, no combate às intolerâncias e opressões impostas pela conjuntura, que mesmo em meio a pandemia não deram trégua.

Permanecemos na luta pelos direitos das mulheres e promovendo o debate sobre as questões da comunidade LGBTQIA+. Da mesma forma, seguimos fortemente junto às comunidades negras tradicionais, possibilitando, inclusive, conexões de solidariedade em um momento em que fragilidades sistêmicas, econômicas e sanitárias impuseram tantas necessidades básicas.

Após estes quase 365 dias de 2020 nos sentimos orgulhosas/os do trabalho que conseguimos fazer até aqui, e compartilhamos uma breve retrospectiva de nossas ações, com o desejo de que o próximo ano nos possibilite fazer ainda mais do que fizemos e fazemos. Desejamos um 2021 com mais esperança para os povos latino-americanos, e claro, muita organização de nossas lutas populares e agendas contra os fundamentalismos.

Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso

Semana de afirmação da liberdade religiosa 2020

Janeiro é um mês de luta para KOINONIA, temos o dia 21, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, e assim, começamos o ano com ações que visam combater a intolerância e celebrar os 20 anos de Memória Ancestral de Mãe Gilda, Ialorixá do Ilê Axé Abassá de Ogum, que inspirou a criação desta data. No ano de 2000, Mãe Gilda enfartou após sucessivos ataques contra seus filhos de santo, provocados pelo racismo religioso. As celebrações do marco contaram com atividades em várias partes do país.

Confira a semana de afirmação da liberdade religiosa 2020 de KOINONIA

No Rio de Janeiro, KOINONIA participou do III Seminário Sobre Liberdade Religiosa, Democracia e Direitos Humanos. Participou também da vigília Inter-religiosa, realizada na Cinelândia, evento que teve a participação de líderes e pessoas leigas de várias religiões, com ou sem religião.

Em Salvador a agenda foi intensa. Começando com a homenagem no busto de Mãe Gilda, localizado na Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã. O evento contou com a participação de lideranças religiosas do candomblé, umbanda, cristãs entre outros segmentos. Posteriormente houve uma roda de conversa para debater o tema, realizada no terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum em que KOINONIA teve participação. Houve ainda um debate e uma Missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e uma roda de conversa sobre Racismo Religioso, realizada no Espaço Cultural Vovó Conceição.

Já em São Paulo aconteceu o Ato histórico de Celebração Inter-religiosa na Igreja Betesda de São Paulo. KOINONIA esteve a frente da organização do ato, e a igreja que é conhecida no mundo evangélico pela liderança de Ricardo Gondim abriu as portas pela primeira vez para um ato como este. Lideranças religiosas e não religiosas, pessoas das mais diversas tradições estiveram reunidas para demarcar a importância da data do 21 de janeiro.

Evento de encerramento de Christian Aid no Brasil

Em março, pouco antes do início da quarentena, ainda em uma realidade que permitia aglomerações, participamos do evento que marcou o encerramento das atividades da parceira Christian Aid no escritório do Brasil. Foram anos de parcerias e projetos em conjunto, encontros ecumênicos compartilhados e uma história na busca por um mundo mais justo e igualitário.

Também em março, houve a participação no encontro que discutiu o papel das comunidades cristãs no cenário político. O encontro foi realizado na ICM São Paulo – Igreja da Comunidade Metropolitana de São Paulo.

Parceria MAB e KOINONIA na ajuda emergencial da ACT Aliança

Já em meio à pandemia, KOINONIA iniciou o projeto de ajuda emergencial da ACT Aliança, representando o Fórum Ecumênico ACT Brasil. O projeto realizado nas periferias de São Paulo com nosso parceiro local MAB – Movimento de Atingidos por Barragens, teve como objetivo ações de solidariedade por meio de cestas básicas e assessoria do MAB à famílias atingidas por enchentes recorrentes. Foram doadas 2 mil cestas com alimentos e artigos de higiene e limpeza, distribuídas para famílias de São Paulo e Baixada Santista.

Publicação debate Fundamentalismos e crise na América Latina

Também publicamos o livro “Fundamentalismos, Crise na Democracia e Ameaça aos Direitos Humanos na América do Sul”, de autoria da jornalista, doutora em Ciências da Comunicação e associada de KOINONIA, Magali Cunha. A obra é fruto de uma pesquisa que investiga os processos e dinâmicas dos fundamentalismos na Argentina, Brasil, Colômbia e Peru. E pode ser baixado gratuitamente.

Fórum Ecumênico ACT Brasil e Fóro Ecuménico Sur

Participamos de encontros e reuniões de articulações com o Fórum Ecumênico ACT Brasil, que realizou seu encontro anual virtualmente; e da consolidação do Foro Ecuménico ACT Sur que chega para fortalecer as relações ecumênicas na região. Foram notas, pronunciamentos, e ações de incidência virtual para juntas/os pressionarmos os atores da conjuntura que promovem as políticas de morte e aniquilação dos nossos povos.

EAPPI Brasil na defesa do povo palestino

Nos somamos à Campanha Não à Anexação, junto a organizações ecumênicas e igrejas que enviam voluntários para servirem como Acompanhantes Ecumênicos (EAs) na Palestina e Israel no Programa Ecumênico de Acompanhamento, o qual coordenamos aqui no Brasil, para posicionarmos contra a anexação unilateral de terras palestinas ao Estado de Israel.

Diálogos Ecumênicos Pela Amazônia

Também estamos lançando o portal Diálogos Ecumênicos Pela Amazônia, em português, inglês e espanhol, fruto de um projeto que leva o mesmo nome, coordenado em parceria com o Centro Regional Ecuménico de Asesoría y Servicio  – CREAS, visando o fortalecimento de iniciativas ecumênicas e inter-religiosas pela dignidade dos territórios amazônicos no Brasil, Bolívia, Colômbia e Peru. Por meio de análises compartilhadas e ações conjuntas, para promover a defesa da Casa Comum em parceria com movimentos sociais, organizações indígenas e quilombolas; bem como denunciar as violações de direitos e ameaças sofridas por comunidades tradicionais no controle sobre a terra e seus bens comuns.

Direitos das Mulheres e Comunidade LGBTQIA+

FEACT Brasil e justiça de gênero

Em países profundamente desiguais como o Brasil, períodos de quarentena deflagram outras realidades — violações de direitos ainda mais aviltantes no acesso à terra, território, moradia, trabalho, saneamento básico, comunicação e segurança alimentar por parte de populações vulnerabilizadas. A violência de gênero é uma delas. A diaconia ecumênica com justiça de gênero alerta as organizações baseadas da fé sobre a urgência de pensar ações que reduzam o sofrimento de mulheres, crianças, adolescentes, pessoas idosas e LGBTQI+ forçadas a viver diuturnamente na presença de seus agressores. Neste sentido o Fórum Ecumênico ACT Brasil sistematizou algumas experiências no enfrentamento à violência, emergência e ajuda humanitária.

KOINONIA e Evangélicas Pela Igualdade de Gênero

Este ano também fortalecemos a parceria com o coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero, realizando na Igreja Metodista na Luz a roda de diálogo inter-religioso em virtude do 8 de MarçoTeologia é Coisa de (Toda) Mulher”, tema que norteou as atividades conjuntas ao longo do ano, sobretudo com o Curso online e Campanha de Escuta Ativa e Empática: “Mulher, vai tudo bem contigo?”. Foram lives, postagens e até uma Formatura do curso e lançamento da cartilha de Formação, que marcou o  encerramento dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e o dia Internacional dos Direitos Humanos.

Fluxo Solidário

KOINONIA também foi parceria da iniciativa coletiva Fluxo Solidário, que consistia na montagem e entrega de kits com absorventes e itens de prevenção sexual para mulheres e pessoas que menstruam.

Juventudes, Sexualidade e Direitos Humanos – Prevenidas!

Prevenidas! Esse foi o nome dado ao projeto que trata de juventude, sexualidade e direitos humanos, com foco na prevenção ao HIV e Outras ISTs. O lançamento aconteceu no dia 20 de fevereiro, quando recebemos em São Paulo um grupo de referência em assuntos ligados à prevenção, direitos humanos e acesso à saúde.

O projeto é conveniado com a Coordenadoria de IST/Aids da Cidade de São Paulo, ao longo do ano promoveu a Formação em Direitos Humanos e Prevenção ao HIV e outras ISTs, em que foram debatidos diversos assuntos sobre o tema. Além disso, produzimos em nossas redes sociais postagens informativas sobre prevenção, além de lives e podcast que tiveram o intuito de orientar e combater o preconceito e a desinformação.

Julho das Pretas

O mês de julho também foi recheado de atividades, com o Julho das Pretas, em que chamamos parcerias de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo trazendo mensagens de força, resiliência e resistência, celebrando as mulheres negras de nosso país e América Latina. Foram séries de vídeos e encontros online trazendo temas como racismos, direitos das mulheres, e a potência do afeto enquanto revolução para o povo preto. Também celebramos junto às nossas companheiras, os 8 anos da Rede de Mulheres Negras da Bahia. Além disso lançamos a edição nº 41 do informativo Fala Egbé, com textos reflexivos e matérias sobre o eixo que atua no direito das mulheres e comunidades negras tradicionais.

Comunidades Negras Tradicionais

Fala Egbé – informativo dos territórios negros

Com as comunidades negras tradicionais do Baixo Sul da Bahia, inovamos ao construirmos o projeto de podcast do Fala Egbé, programa em áudio que procuramos trazer para este formato as experiências de mulheres e pessoas das comunidades negras tradicionais. Em 4 programas, as mulheres falaram sobre saberes ancestrais, política, territórios negros, identidade e racismo , além de comentarem temas que circundam o dia a dia delas e da sociedade como um todo.

Como citamos no item anterior, na nova edição do informativo Fala Egbé nº 41, jornal digital, abordamos os eventos ocorridos em memória dos 20 anos de morte de Mãe Gilda, falamos sobre as experiências das comunidades quilombolas no combate à COVID-19, refletimos sobre o conceito de Territórios Negros e também homenageamos Seu Antônio Correia dos Santos, liderança quilombola da Comunidade do Barroso, assassinado recentemente por defender o direito à terra na região do Baixo Sul da Bahia.

Solidariedade em tempos de pandemia

A solidariedade é uma realidade na vida das comunidades negras tradicionais. Tanto entre as comunidades do Baixo Sul da Bahia ou os terreiros de candomblé com os quais trabalhamos em Salvador, não faltaram mobilizações para atender famílias em situação de vulnerabilidade neste contexto difícil.

Documentário da Feira Agroecológica de Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência

Devido à pandemia, em 2020 não foi possível a realização da Feira Agroecológica de Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência, que completou 9 anos. Para marcar a data e a importância da atividade, lançamos um documentário sobre a feira, o qual resgatou as histórias que tecem os fios da importante construção coletiva que a feira se tornou na vida das mulheres. É um documentário que teve aspectos muito especiais, pois foi pensado junto às mulheres, que participaram enviando suas lembranças, fotos, vídeos, artes, registros do que a feira significa para elas.

Fôlego para 2021!

Além de projetos específicos, foram lives, reuniões online, gravações e muitas experimentações de nos mantermos ativas/os e em conexão com movimentos e organizações parceiras no Brasil e internacionalmente também.

Fomos desafiadas/os a resistir em todos os aspectos. E Nosso desejo é que em 2021 os ventos de justiça soprem mais fortes e tragam vacinas, saúde, afeto e mais justiça e menos fundamentalismos. Seguimos!

 

Por Natália Blanco e Luciana Faustine/ KOINONIA

Programa Fala Egbé 3: Funções dos vereadores e prefeitos

Você já pode escutar o 3º episódio do programa em áudio Fala Egbé: Funções dos vereadores e prefeitos

Neste terceiro episódio, representantes das comunidades quilombolas do Baixo Sul da Bahia falam sobre suas visões em relação às funções dos vereadores e prefeitos, e como elas querem ser representadas.

Quais as obrigações do prefeito, quais as obrigações dos vereadores, como eles devem agir para atender às necessidades das comunidades, quais comportamentos são inadequados, como escolher um candidato são alguns dos assuntos debatidos no programa.

Agradecemos a participação das nossas companheiras de Camamu: Maria Andrelice (Comunidade Dandara dos Palmares), Maria Jacinta (Dandara dos Palmares), Ana Célia Pereira (Barroso) e Maria Lúcia (Barroso).

Apresentação: Camila Chagas, advogada, educadora popular e colaboradora do Koinonia.

Gostou? Encaminhe o programa para os contatos da sua rede e ajude a divulgar! Compartilhe todas essas informações com a maior quantidade de pessoas que você conseguir.

Se quiser relatar algo sobre a sua comunidade ou sugerir um tema, basta enviar uma mensagem para o e-mail da nossa comunicadora, Natália Blanco: comunica@koinonia.org.br

Ouça o podcast:

Fórun ACT Aliança FESUR: Um compromisso por ações que iluminem o caminho

Por

ARGENTINA – De 19 a 21 de agosto, organizações membros da ACT Alianza na América do Sul, realizaram o Seminário Internacional “Fundamentalismos, Democracia e Direitos Humanos: fé na ação por uma vida plena e digna na América do Sul”. Estiveram presentes 60 representantes de organizações religiosas e igrejas da América do Sul, que fazem parte da ACT Alianza e seus aliados, bem como agências ecumênicas internacionais, que emitiram uma Declaração de Compromisso.

Leia na íntegra:

Com profunda gratidão aos sinais divinos que vêm do trabalho a partir da paz, que nos une com amor e justiça em lutas e esforços compartilhados que fazem sentido em nossa América do Sul, e a partir do espírito ecumênico que nos estimula a novos desafios, assumimos com responsabilidade e esperança a criação do FESUR, como um espaço coletivo de ação, que está gestando novas e melhores ideias e projetos para responder o que está acontecendo na região com uma FÉ viva e desafiadora.

Nossa jornada compartilhada como FESUR é parte de um longo processo que teve, como ponto importante, a Conferência Global sobre América Latina e Caribe em março de 2019 na Guatemala. Foi quando membros dos Fóruns ACT da Argentina, Brasil, Colômbia e Peru concordaram sobre a validade e importância da consolidação do Fórum Ecumênico ACT Sulamericano (FESUR), como instrumento de ação e incidência na realidade sociopolítica de um continente encurralado devido ao aprofundamento das desigualdades estruturais, a redução dos espaços de participação da sociedade civil, ao aumento da violência e dos assassinatos de
defensores e defensoras dos direitos humanos e pelo enfraquecimento das democracias.

É essencial uma ação determinada com uma agenda de trabalho definida para os contextos onde crescentes fundamentalismos religiosos, políticos e econômicos invisibilizam e restringem os direitos de setores e comunidades já vulneráveis: grupos LGBTIQ +, povos indígenas e Quilombolas, população negra, crianças e adolescentes , mulheres de todos os grupos étnicos e
condições e milhões de pessoas criminalizadas por sua condição de migrantes. Esta ação é chamada a contestar não só as narrativas de medo predominantes, onde “o outro” é alguém a temer e odiar, mas também a estabelecer com certeza que qualquer construção de uma sociedade mais justa e solidária depende – em todos os momentos – de a atuação conjunta de todos os setores sociais e da FE de nossa região.

Abraçamos o sonho de um continente melhor, onde:
✓ A diversidade de pessoas e a pluralidade de seus pensamentos sejam uma riqueza a ser mantida.
✓ As múltiplas desigualdades, sejam um desafio a ser superado cotidianamente.
✓ Os projetos empreendidos coletivamente e em comunidade, sejam a referência para o caminho, mas também um lugar compartilhado, para caminhar com outras pessoas.

Que nossos compromissos sejam fortes e duradouros. Nossas vozes, firmes e de apoio. E nossos gestos, de amor e esperança.

Programa Fala Egbé 2: Saberes tradicionais, ervas medicinais que tem ajudado nos efeitos do coronavírus?

Quer saber como as ervas medicinais e os saberes ancestrais do povo quilombola podem ajudar a combater os efeitos do coronavírus? Então vem ouvir nosso podcast:

Neste segundo episódio, representantes das comunidades negras tradicionais e quilombolas do Baixo Sul da Bahia e do Rio de Janeiro falam sobre como as ervas medicinais e os saberes ancestrais podem combater os efeitos do coronavírus e fortalecer o organismo.

Agradecemos a participação das nossas companheiras de Camamu: Ana Celsa (Organização SASOP), Valdilene de Jesus (Dandara dos Palmares), Ana Célia Pereira (Barroso) e Rejane (Comunidade Quilombola Maria Joaquina), de Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

O Fala Egbé é um programa desenvolvido por Koinonia Presença Ecumênica e Serviço.

Apresentação e produção: Camila Chagas, advogada, educadora popular e colaboradora de Koinonia. Roteiro, edição e produção pelas jornalistas Luciana Faustine e Natália Blanco.

Quer trazer algum relato sobre sua comunidade ou sugerir um tema, basta enviar uma mensagem aqui no inbox ou por email para o e-mail da nossa comunicadora Natália Blanco: comunica@koinonia.org.br Gostou? Encaminhe o programa para os contatos da sua rede e ajude a divulgar!

 

Primeiro episódio do programa em áudio Fala Egbé

🥁 Está no ar!!!
Você está recebendo 1° episódio do programa em áudio Fala Egbé 🗞️

💬 Como as comunidades do Baixo Sul da Bahia estão vivenciando a pandemia?

🎙️ No primeiro episódio, programa desenvolvido por Koinonia Presença Ecumênica e Serviço, a coordenadora Ana Gualberto explica o significado da palavra Egbé, que além de dar nome ao programa, também é o nome do nosso informativo digital.

💡Lideranças de comunidades negras tradicionais do município de Camamu- BA contam as experiências das comunidades com a covid-19 e ainda abordamos algumas ações de solidariedades que estão ocorrendo.

✨ Agradecemos a participação das nossas companheiras de Camamu: Maria Andrelice (Dandara dos Palmares), Ana Célia (Barroso) e Marilene Silva (Pimenteira)

📌 Apresentação: Camila Chagas, advogada, educadora popular e colaboradora de Koinonia.

💌 Gostou? Encaminhe o programa para os contatos da sua rede e ajude a divulgar!

📝 Se quiser relatar algo sobre a sua comunidade ou sugerir um tema, basta enviar uma mensagem para o e-mail a nossa comunicadora Natália Blanco: comunica@koinonia.org.br