Em nota, movimento palestino pede que comunidade cristã fique ao ‘lado dos oprimidos’

A Iniciativa Cristã Palestina, Kairos Palestine, emitiu uma nota em 14 de maio pedindo à comunidade cristã de todo o mundo para “agir com justiça e falar a verdade sobre as políticas e práticas opressivas de Israel, especialmente em relação a ataques violentos contra palestinos em Jerusalém”.

A nota lembra o início do último ciclo de violência, em que as forças de segurança israelenses negaram acesso a um ponto popular de encontro para os muçulmanos, quebrando o jejum diário no Ramadã.

No documento, a organização conclama a Igreja global e a comunidade internacional a ficar do lado dos oprimidos, sem o uso de uma diplomacia superficial, na qual há clamores por paz em um momento de severa escalada de violência. Para Kairos, esse tipo de diplomacia “serve apenas para dar poder aos opressores”.

Ao final, faz um apelo urgente à Santa Sé, ao Conselho Mundial de Igrejas, ao movimento ecumênico e todas igrejas para exigir que cada país cumpra seu papel de pressionar Israel para que os ataques aéreos e terrestres contra civis em Gaza cessem imediatamente.

Leia a nota na íntegra (tradução em português):
Clamor do Kairos Palestine para a Santa Sé (Vaticano), o Conselho Mundial de Igrejas e líderes da Igreja em todo o mundo, por solidariedade e ação

 

 

Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestinas e em Israel (PAEPI – EAPPI)

O Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestinas e em Israel (PAEPI – EAPPI) é um programa coordenado pelo Conselho Mundial de Igrejas, fundado em resposta ao chamado dos Chefes das Igrejas de Jerusalém, que leva internacionais para a Cisjordânia. Desde 2002, quase 1.800 voluntários serviram por três meses como Acompanhantes Ecumenicos (EAs).

Nossa visão – um futuro no qual a ocupação da Palestina acabou e ambos palestinos e israelenses vivem em uma paz justa e reconciliados com liberdade e segurança baseada no direito internacional.

Nossa missão – testemunhar a vida sob ocupação, interagir com palestinos e israelenses que estão buscando uma paz justa, mudar o envolvimento da comunidade internacional no conflito, urgindo para que ajam contra a injustiça na região.

Nossos EAs oferecem presença protetiva para comunidades vulneráveis e monitoram e reportam abusos de direitos humanos.  Eles se unem a palestinos e israelenses que trabalham em formas não-violentas pela paz e apoiam o trabalho das igrejas locais. Quando voltam para casa, os EAs utilizam suas experiências de primeira mão, para abrir os olhos do mundo para as realidades da ocupação e militam para uma resolução pacífica e justa do conflito Israel/Palestina baseada no direito internacional. EAs são diversos em idade, de 25 a 70 anos, e de origem, mas o que todos compartilham é uma profunda dedicação aos direitos humanos.

No Brasil, a organização que envia voluntários para o programa é KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, ao lado das organizações ecumênicas e igrejas que enviam voluntários para o EAPPI por todo o mundo.

 

Campanha #NãoàAnexação das Terras Palestinas – EAPPI Brasil

 

Campanha #NãoàAnexação

As organizações ecumênicas e igrejas que enviam voluntários para servirem como Acompanhantes Ecumênicos (EAs) na Palestina e Israel no EAPPI organizaram uma campanha unificada para se posicionar contra a anexação unilateral de terras palestinas ao Estado de Israel.

O que é a campanha?

Esta campanha declara publicamente que essas organizações ecumênicas e seus EAs em todo o mundo dizem #NãoàAnexação .

Isso é uma resposta ao acordo do Governo de Unidade formado recentemente em Israel que apresentou a legislação que a partir de 1º de julho para anexar formalmente pelo menos 30% das terras palestinas na Cisjordânia. O território palestino compreende duas áreas atualmente, Cisjordânia e Faixa de Gaza. O Governo de Netanyahu já havia avisado antes da eleição, que defenderia a anexação da região do Vale do Jordão, na Cisjordânia, área de abundantes recursos naturais e que faz fronteira com a Jordânia ao longo do Rio Jordão.

Em 1993, os Acordos de Olso tentaram colocar fim há anos de conflitos e deslocamento de palestinos, que se iniciaram em 1948. A ocupação civil e militar da Cisjordânia, Gaza e a anexação de Jerusalém, em 1967, impossibilitavam a criação de um Estado Palestino. Neste acordo, foi definido o status quo da divisão dos territórios, e as duas regiões palestinas seriam governadas pela recém-criada Autoridade Palestina.

A sequência do plano, que garantira a devolução gradual da administração de territórios à Autoridade garantindo a existência de dois Estados, não aconteceu. Pelo contrário, a expansão de assentamentos israelenses em terras palestinas trouxe mais tensão ao conflito e aos poucos foi minando os esforços de paz.

Com o movimento prometido para 1º de julho, o Governo Israelense dá um passo firme na direção oposta à Paz Justa para os povos daquela terra. Cerca de 30% da Cisjordânia será anexada ao território de Israel, além disso, Netanyahu já afirmou que não dará cidadania Israelense aos palestinos e palestinos que habitam nessas áreas, aumentando a desigualdade e a discriminação.

Os voluntários e voluntárias brasileiros que serviram nos territórios ocupados, conhecem a realidade da vida sob ocupação israelense nas comunidades palestinas. As histórias e testemunhos que eles trazem deixam clara a urgência de nos pronunciarmos contra a Anexação. As violações de direitos humanos, as demolições, os checkpoints, as oliveiras queimadas e as restrições de acesso aos direitos básicos de água, educação e saúde fazem parte do dia-a-dia dos palestinos e palestinas, e ao longo desta campanha os EAs brasileiros compartilharão algumas histórias do que testemunharam.

Compartilhe as histórias, fotos e vídeos campanha utilizando o #NãoàAnexação e #NoToAnnexation para participar desse movimento global.

 

O que é o EAPPI?

O Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestinas e em Israel (PAEPI – EAPPI) é um programa coordenado pelo Conselho Mundial de Igrejas, fundado em resposta ao chamado dos Chefes das Igrejas de Jerusalém, que leva internacionais para a Cisjordânia. Desde 2002, quase 1.800 voluntários serviram por três meses como Acompanhantes Ecumenicos (EAs).

Nossa visão – um futuro no qual a ocupação da Palestina acabou e ambos palestinos e israelenses vivem em uma paz justa e reconciliados com liberdade e segurança baseada no direito internacional.

Nossa missão – testemunhar a vida sob ocupação, interagir com palestinos e israelenses que estão buscando uma paz justa, mudar o envolvimento da comunidade internacional no conflito, urgindo para que ajam contra a injustiça na região.

Nossos EAs oferecem presença protetiva para comunidades vulneráveis e monitoram e reportam abusos de direitos humanos.  Eles se unem a palestinos e israelenses que trabalham em formas não-violentas pela paz e apoiam o trabalho das igrejas locais. Quando voltam para casa, os EAs utilizam suas experiências de primeira mão, para abrir os olhos do mundo para as realidades da ocupação e militam para uma resolução pacífica e justa do conflito Israel/Palestina baseada no direito internacional. EAs são diversos em idade, de 25 a 70 anos, e de origem, mas o que todos compartilham é uma profunda dedicação aos direitos humanos.

No Brasil, a organização que envia voluntários para o programa é KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, uma organização ecumênica com mais de  anos de trabalho no Brasil. Esta é uma campanha de KOINONIA, ao lado das organizações ecumênicas e igrejas que enviam voluntários para o EAPPI por todo o mundo.

#NãoàAnexação              ##NoToAnnexation       #NoALaAnexión

KOINONIA abre 3 vagas para brasileiros no Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e Israel (EAPPI)

KOINONIA, organização responsável pelo envio dos participantes do EAPPI no Brasil, anuncia a abertura de 3 vagas para participantes brasileiros no anos de 2019.

O Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e Israel (EAPPI) é uma iniciativa do World Council of Churches (Conselho Mundial de Igrejas)

Para mais informações acesse:

Edital 01/2019 – 03 vagas para EA’s

Neste ano, especificamente em abril, KOINONIA celebra 25 anos de existência. Anos de muita luta por direitos, desafios e também de alegrias. Conheça KOINONIA.