Em nota, movimento palestino pede que comunidade cristã fique ao ‘lado dos oprimidos’

A Iniciativa Cristã Palestina, Kairos Palestine, emitiu uma nota em 14 de maio pedindo à comunidade cristã de todo o mundo para “agir com justiça e falar a verdade sobre as políticas e práticas opressivas de Israel, especialmente em relação a ataques violentos contra palestinos em Jerusalém”.

A nota lembra o início do último ciclo de violência, em que as forças de segurança israelenses negaram acesso a um ponto popular de encontro para os muçulmanos, quebrando o jejum diário no Ramadã.

No documento, a organização conclama a Igreja global e a comunidade internacional a ficar do lado dos oprimidos, sem o uso de uma diplomacia superficial, na qual há clamores por paz em um momento de severa escalada de violência. Para Kairos, esse tipo de diplomacia “serve apenas para dar poder aos opressores”.

Ao final, faz um apelo urgente à Santa Sé, ao Conselho Mundial de Igrejas, ao movimento ecumênico e todas igrejas para exigir que cada país cumpra seu papel de pressionar Israel para que os ataques aéreos e terrestres contra civis em Gaza cessem imediatamente.

Leia a nota na íntegra (tradução em português):
Clamor do Kairos Palestine para a Santa Sé (Vaticano), o Conselho Mundial de Igrejas e líderes da Igreja em todo o mundo, por solidariedade e ação

 

 

O CMI pede o fim da violência e respeito ao “status quo” dos locais sagrados em Jerusalém

 

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) condena a violência perpetrada na esplanada da mesquita de Al-Aqsa durante a noite de sexta-feira, 7 de maio, na qual mais de 200 pessoas ficaram feridas. Em resposta às notícias, o Secretário-Geral Interino do CMI, o Reverendo Prof. Dr. Ioan Sauca, exortou Israel a respeitar o “status quo” dos locais sagrados na Cidade Velha de Jerusalém em prol da paz e estabilidade. Também pediu a todos que se abstenham de continuar a violência e evitem ações “provocativas e desestabilizadoras”.

Esses eventos marcam a última escalada na crescente agitação sobre o aumento da violência e restrições pelas Forças de Segurança Israelenses na Cidade Velha. Além disso, ameaças recentes e futuras de despejo de famílias palestinas de suas propriedades por grupos de colonos judeus no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Orienta,l também contribuíram para essa escalada.

Por meio de seu Programa de Acompanhamento Ecumênico em Israel e na Palestina (EAPPI), o CMI tem acompanhado e fornecido uma presença protetora à comunidade palestina de Sheikh Jarrah desde 2008, incluindo a participação em audiências judiciais em apoio às famílias ameaçadas de despejo.

“Como observou o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, as leis nas quais as reivindicações dos grupos de colonos se baseiam são aplicadas de forma inerentemente discriminatória, em detrimento dos palestinos que, em muitos casos, viveram em suas casas por gerações”, disse o Diretor de Assuntos Internacionais do CMI, Peter Prove.

“Em nome da comunidade ecumênica global de igrejas, expresso nossa profunda angústia pela situação das famílias palestinas de Sheikh Jarrah “, relatou Sauca, “e pela agitação e violência que ocorreram”. A resposta adequada, disse ele, “não deve ser mais violência, mas compaixão e justiça para o povo palestino afetado por esta situação injusta”.

#SAVESHEIKHJARRAH

WCC calls for end to violence, urges respect of status quo of holy sites in Jerusalem

Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestinas e em Israel (PAEPI – EAPPI)