Evento debaterá intolerância, direitos, fundamentalismos e exclusão

Por CONIC

Será realizado na próxima quarta-feira, 17/03, às 10h de Brasília, o evento online “Intolerância Religiosa no Brasil: Direitos Humanos – Novos Fundamentalismos – Exclusão”. A
atividade, que ocorrerá em paralel
o à 46ª sessão ordinária de Direitos Humanos das Nações Unidas, tem por objetivo analisar e debater os impactos das agendas fundamentalistas na vida das mulheres, povos originários e comunidades tradicionais.
Assista a gravação:
 
Organizações religiosas e de direitos humanos, entre elas o CONIC, são proponentes desta ação, que também tem como objetivo é ouvir experts da ONU sobre liberdade religiosa, os standards internacionais aplicáveis em matéria de intolerância religiosa e os caminhos práticos para superá-los. 
 
Os organizadores esperam identificar as interconexões entre os diferentes fundamentalismos para a articulação e formação de alianças estratégicas entre diferentes grupos e movimentos. Compreende-se que os fundamentalismos resultam de estratégias que ameaçam e buscam controlar as democracias, afetando diretamente a defesa e ampliação dos direitos humanos, econômicos, sociais, ambientais e culturais. Os fundamentalismos desafiam as respostas desenvolvidas por organizações de direitos humanos e reduzem o espaço de participação da sociedade civil organizada.
 
A mesa será composta por:
 
  • Ahmed Shaheed, relator Especial das Nações Unidas sobre Liberdade de Religião ou Crença; (a confirmar)
  • Adelaide Lopes, Ñandesy Kaiowá (Pajé) membra da Aty Guasu Kaiowá e Guarani no Mato Grosso do Sul e do movimento de mulheres indígenas; 
  • Wania Sant’Anna, historiadora, membro da Coalizão Negra por Direitos, com pesquisas no campo das relações de gênero e relações étnico/raciais. Ex-Secretária de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro e atualmente vice-presidente do Conselho do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE);  
  • Magali do Nascimento Cunha, doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, coordenadora do Grupo de Pesquisa Comunicação e Religião da INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação). Coordenou a pesquisa Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul;
  • Romi Márcia Bencke, pastora, bacharel em Teologia pelas Faculdades EST, mestre em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora, secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). 
 
A mediação será realizada por Paulo Lugon, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O evento será transmitido pelas redes sociais das organizações proponentes, o que possibilitará aos internautas acompanhar o debate, comentar e enviar perguntas aos palestrantes. A Pa. Dra. Elaine Neuenfeldt, do Programa Global de Justiça de Gênero da Aliança ACT, e a Irmã Lúcia Gianesini, vice-presidente do Cimi, farão a abertura do evento.
 
Organizações proponentes:
 
  • Conselho Indigenista Missionário – Cimi
  • Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC (no dia do evento, clique aqui para assistir)
  • Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil – AMDH
  • Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH
  • Coalizão Negra por Direitos
  • Fórum Ecumênico ACT Brasil – FE ACT Brasil
  • ACT Alliance
  • Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – Ibase
  • Fundação Luterana de Diaconia – FLD
  • Sinfrajupe – Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia
  • Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE
  • Processo de Articulação e Diálogo Internacional – PAD
  • KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço
  • Red Latinoamericana Iglesias y Minería – IyM
  • DIACONIA
  • Misereor
 
Serviço:
 
O quê: Evento para debater intolerância religiosa, direitos humanos, novos fundamentalismos e exclusão.
Quando:  Quarta-feira, 17 de março, às 10h (horário de Brasília). Durante a 46º sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Quem: Organizações proponentes do evento.
Por onde acompanhar: Pelas redes sociais das organizações proponentes.

Prevenidas abre inscrições para curso sobre Juventudes, Sexualidade e Direitos Humanos

VOCÊ TEM INTERESSE EM APRENDER SOBRE JUVENTUDES, SEXUALIDADE E DIREITOS HUMANOS? 

Link para inscrição: bit.ly/Prevenidas2

Koinonia Presença Ecumênica e Serviço, em parceria com a Coordenadoria de IST/AIDS da Cidade de São Paulo por meio de convênio, irá realizar um curso gratuito sobre o tema! Com o intuito de possibilitar a formação das juventudes para lidar com questões sobre HIV/AIDS, prevenção à ISTs em geral, a causa LGBTQIA+ e os Direitos Humanos no Brasil e em São Paulo principalmente, o Projeto Prevenidas dá continuidade aos ciclos de aprendizado e inicia seu segundo ano com novas adaptações.

O curso é GRATUITO e contará com 3 módulos, totalizando 9 aulas, e será realizado entre os meses de Março e Maio, contando com especialistas sobre cada um dos temas abordados que irão passar por sexualidade, racismo, transfobia, tipos de prevenção, desejos e prazeres, religião, novas tecnologias e muito mais! Ah, e não menos importante, iremos emitir certificado a cada módulo do curso! 

Para o primeiro módulo, não temos como falar de sexualidade no Brasil sem considerar o processo histórico no qual nosso país foi invadido por colonizadores que tinham sua religião, costumes, tabus e estereótipos em torno do sexo e de suas práticas, e que entrou em contato e embate com culturas em um continente que tinha seus nativos com suas histórias, vivências, costumes e religiões que não foram reconhecidas pelos seus invasores. Então abordaremos questões como: sexualidade e normas culturais, o movimento LGBQTIA+ e as opressões, a prevenção em HIV/AIDS e a relação com a religião, como os tabus e as religiões influenciam as vivências sexuais na atualidade, entre outros temas. 

Já no segundo módulo, Associar o sexo ao prazer, desejos e relaxamento é fundamental, mas não podemos deixar de falar sobre direitos sexuais e direitos reprodutivos e das novas tecnologias da prevenção. Tecnologias essas que vieram para revolucionar o que e como falamos sobre sexo e prevenção. Mas que também precisam falar sobre desejos e sobre prazeres, propondo uma forma de educação para a sexualidade mais responsável e sadia do que a oferecida pelos produtos culturais e pornográficos.

A partir de todo o conhecimento construído ao longo desse curso, somos desafiados no 3º módulo a pensar como intervir na realidade para construir uma sociedade onde a sexualidade seja mais segura e sem preconceitos? Inicialmente pensamos em estruturar com os participantes uma reflexão acerca dos seus territórios de origem e como intervir neles especificamente. Com o advento da pandemia e o crescimento contínuo da vida digital online, propomos a análise de um território diferente, o território digital.

Então você, que tem entre 15 e 29 anos, morador da cidade de São Paulo, e tem interesse em saber mais sobre o assunto, vem com a gente!! Para que assim, possamos construir uma sociedade cada dia mais aberta, respeitosa e inclusiva!

Acompanhe nosso instagram sobre Juventudes, Sexualidade e Direitos Humanos! @juventudesdh

Em caso de dúvidas envie um email para comunica@koinonia.org.br

KOINONIA e EIG realizam formatura e lançamento da cartilha da Formação em Escuta Ativa e Empática

 

Marcando o encerramento dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e o dia Internacional dos Direitos Humanos, no último dia 10 de dezembro realizamos uma celebração online de formatura com as mulheres/pessoas que participaram do Curso de Formação em Escuta Ativa e Empática “Mulher, vai tudo bem contigo?”.

Fruto de um processo de construção coletiva, entre KOINONIA e Evangélicas Pela Igualdade de Gênero, o curso e campanha de mesmo nome tiveram sua primeira edição entre julho e agosto deste ano.  E os planos de parceria entre EIG e KOINONIA é que em 2021 aconteçam novas edições da formação

O evento também teve o caráter simbólico de reafirmar nosso compromisso na luta pela igualdade e justiça de gênero, pelo fim das violências contra as mulheres no Brasil e no mundo; sobretudo em tempos de pandemia, em que os índices de violência contra as mulheres bateu recordes em todo o país.

Durante o encontro, escutamos falas de duas participantes representando as formandas. Para Maria Mariana, evangélica do Paraná, “é uma felicidade ter participado do curso, deste momento… pra mim é um prazer conhecer mulheres tão inspiradoras e de tantos lugares diferentes!”.

A baiana e católica Marli completa, “que vocês continue inspirando as boas novas em vossos corações, para que mais projetos como esse possam surgir, e que possamos ter mulheres mais fortes e preparadas para enfrentar esse mundo tenebroso com desassombro, com garra e Fé.” Marli antes mesmo de anunciarmos a sistematização do curso através da Cartilha, teve o cuidado em imprimir todos os textos utilizados no curso de forma independente, encadernado as páginas e lavado até a paróquia onde comunga para mostrar a seu padre e se colocar a disposição para ser uma multiplicadora em sua comunidade.

LANÇAMENTO DA CARTILHA DE ESCUTA ATIVA E EMPÁTICA

E por fim, a celebração também marcou o lançamento da Cartilha, com todos os conteúdos do curso sistematizados e também indicações onde as pessoas podem encontrar os materiais produzimos pela campanha, como cards/ imagens e vídeos.

A cartilha está disponível gratuitamente, clique aqui para acessar.

Acesse os vídeos usados na campanha clicando aqui.

Acesse os cards utilizados na campanha clicando aqui.

Por Natália Blanco/ Koinonia

Lançamento: Portal do Diálogo Ecumênico e Interreligioso pela Amazônia

 

A iniciativa Diálogo Ecumênico e interreligioso pela Amazônia visa fortalecer iniciativas ecumênicas e interreligiosas pela dignidade humana no Brasil, Bolívia, Colômbia e Peru, promovendo análises compartilhadas e ações conjuntas. Seus objetivos são:

– Fortalecer a ação conjunta do movimento ecumênico latino-americano em defesa da Casa Comum e o diálogo com movimentos sociais, organizações indígenas e quilombolas;

– Denunciar as violações de direitos e ameaças sofridas por comunidades tradicionais no controle sobre a terra e seus bens comuns;

– Desenvolver análises contextuais coletivas sobre os desafios à atuação de defensores e defensoras da natureza e dos direitos humanos e o papel do movimento ecumênico;

– Promover solidariedade global com os desafios enfrentados pelos povos amazônicos, convocando Igrejas e Organizações Irmãs no sul e norte global à oração e ação;

– Apoiar o desenvolvimento de uma espiritualidade ecológica que nos ajude a sentir-nos parte da Casa Comum, todo o mundo habitado, em respeito a todas as tradições de fé.

Em 2019, a iniciativa promoveu vigílias ecumênicas pela Amazônia em diversas cidades do Brasil e na COP-25 em Madrid, além de promover solidariedade ao Sínodo da Amazônia na Declaração Somos Amazônia, endossada por mais de 130 igrejas e organizações baseadas na fé em todo o mundo.

Coordenado pelas organizações baseadas na fé KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço e Centro Regional Ecuménico de Asesoría y Servicio – CREAS, ambas fazem parte da Aliança

ACT, uma coalizão global com mais de 140 igrejas e organizações baseadas na fé, que trabalham juntas pela assistência humanitária, a promoção de capacidades e o desenvolvimento.

Convocamos igrejas, organizações ecumênicas e da sociedade civil a se somarem nessa iniciativa!

Entre em contato pela plataforma, disponível em 3 idiomas:

Português: https://koinonia.org.br/amazonia/
Español: https://koinonia.org.br/amazonia/es/
English: https://koinonia.org.br/amazonia/en/

Fundamentalismos, crise na democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul é tema de pesquisa publicada por Koinonia

De autoria da jornalista, doutora em Ciências da Comunicação e associada de Koinonia, Magali Cunha, o estudo, publicado nos idiomas português, espanhol e inglês, retrata o fenômeno dos fundamentalismos nos países Argentina, Brasil, Colômbia e Peru.

Por Luciana Faustine

O livro “Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação”, de autoria da pesquisadora Magali do Nascimento Cunha, foi publicado no último dia 14 de outubro, no site de Koinonia Presença Ecumênica e Serviços, na versão ebook e está disponível gratuitamente.

A publicação é fruto dos resultados da pesquisa coordenada por Magali,  que tem foco no fenômeno fundamentalista e seus efeitos em quatro países Sul-americanos: Argentina, Brasil, Colômbia e Peru.

“A pesquisa é uma iniciativa do Fórum Ecumênico da ACT Aliança na América do Sul (FESUR), nascida da preocupação de igrejas e organizações baseadas na fé com essas mutações observadas no continente, avaliadas como reflexos de diferentes expressões de fundamentalismo”, conta a autora.

Ao longo da obra o tema é exposto por meio de três capítulos, escritos com base em levantamento bibliográfico, entrevistas com especialistas, grupos focais e entrevistas grupais com ativistas sociais.

Nos capítulos a autora expõe “Os fundamentalismos como fenômeno religioso-político na América do Sul” , “Tendências fundamentalistas na região” e Possíveis estratégias de resposta”, nesse último, são apresentadas dez possibilidades de estratégias de resposta que podem ser dadas por parte das igrejas e OBFs, a esta realidade dos fundamentalismos político-religiosos.

“Este livro é uma contribuição de FESUR para a reflexão de como o avanço dos fundamentalismos se manifesta na América do Sul, tendo em vista as práticas das organizações que atuam pela causa dos direitos humanos e pela realização plena do Estado democrático de direito, a fim de torná-las mais eficazes na resposta a esse fenômeno social”, finaliza Magali.

Leia a publicação:

Português: Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação

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Español: Fundamentalismos, crisis de la democracia y amenaza a los derechos humanos en América del Sur: tendencias y desafios para la acción

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English: Fundamentalisms, the crisis of democracy and the threat to human rights in South America: trends and challenges for action

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Dia Da Amazônia – La creación gime desde la Amazonia

Arde el Amazonas (Nacho Yuchark/La Vaca)

 

Publicado em ALC notícias

BRASIL

Mara Manzoni Luz

En las últimas semanas de intensa movilización por la Amazonia, tuvo lugar el conversatorio ecuménico “La Creación Gime desde la Amazonia”, organizado por QONAKUY (Red de Universidades Evangélicas de América Latina, Central y el Caribe) y AIPRAL (Alianza de Iglesias Presbiterianas y Reformadas de América Latina).El conversatorio ha endosado la campaña Amazoniza-te, una iniciativa conjunta de la Red Eclesial Panamazónica y otras organizaciones, y tuvo el apoyo de la UniReformada.

Aquí destacamos la contribución de Mara Manzoni Luz, directora regional de CREAS (Centro Regional Ecuménico de Asesoría y Servicio) en el evento, que se puede acceder por completo en ese enlace. El debate ha sido mediado por Humberto Shikiya (QONAKUY) y tuvo la participación de João Gutemberg Sampaio (REPAM), Darío Barolín y Agnaldo Gomes (AIPRAL), Milton Mejía (UniReformada) y Gerardo Oberman (Red Crearte). En ese día de la Amazonia hacemos eco a las voces de Mara y de todas las personas que actúan por la dignidad humana en la región.

La Amazonia

Esta vasta área que cubre 9 países en Sudamérica posee la mitad de los bosques tropicales del mundo y alberga el 15% de la biodiversidad terrestre. Viene siendo expoliada hace siglos, lo que no es una novedad. Yo me acuerdo de la primera vez que la pisé en 1983, como estudiante de antropología, en mi visita a la comunidad indígena Gavião Pykobjê. En aquel entonces, ese lejano pedazo del estado de Maranhão ya era de mucho interés de empresas para el transporte de sus productos mineros del vecino estado de Pará hacia el Atlántico. En los últimos años, estuve acompañando a las comunidades quilombolas de Oriximiná, Pará, que sufren los impactos sociales y ambientales de la minería de bauxita, y visitando las comunidades indígenas Tacana de Rurrenabaque, Bolivia, unidas frente ala construcción de una presa, y veo que las amenazas de los 80, aunque terribles, no eran tan sofisticadas como la devastación que vemos hoy.

En los últimos años, la Amazonia ha sufrido, con diversas intensidades, el crecimiento de las desigualdades estructurales, las invasiones de tierras, la explotación minera, la flexibilización de las leyes ambientales, la criminalización de sus defensores y defensoras, el asesinato de liderazgos locales, muchas veces con el apoyo de los gobiernos y de grandes transnacionales. Hechos pasaron a ser manipulados, como por ejemplo los incendios, que nos quieren hacer creer que son fruto de sequias o aún culpa de las comunidades porque quieren quemar para plantar. Esas son mentiras, para que no se vea que son resultados de acciones criminales orquestadas por el agronegocio y el extractivismo. Son acciones muchas veces motivadas por los propios discursos de las autoridades de los países – sea por una política llamada “desarrollista”, por el entreguismo a intereses económicos de las potencias del norte, por ganancias, por total falta de respeto no solo a la floresta, sino a los 34 millones de personas que la habitan. Entre ellas, 380 pueblos indígenas, de los cuales 140 viven en aislamiento voluntario. Son pueblos que ya pasaron por todas las amenazas posibles, resistieron a todo, y eligieron vivir y proteger sus tierras ancestrales, sus ríos, sus florestas.

Ahora, esos pueblos tienen sus vidas, más una vez, arriesgadas por la pandemia del Covid-19 que está afectando, indistintamente, bebes (el caso Yanomami), la juventud y, principalmente, a ancianas y ancianos. Como dijo un líder Waorani de Ecuador, “Si nuestros ancestros mueren, nuestro pueblo dejará de existir”.  A cada día es devastador ver las noticias de lideresas y líderes muertos por la pandemia y los riesgos a las poblaciones en aislamiento voluntario. Como dice el líder Ashaninka Francisco Pikãyo, coordinador de la Organización de los Pueblos Indígenas del Rio Juruá, “la pandemia es la nueva arma química de la conquista”. A la vez, ¡nos llena de esperanza ver la cantidad de lideresas y líderes jóvenes, ocupando sus espacios en la defensa de sus pueblos!

Según la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA) y la Rede Eclesial Pan Amazónica (REPAM), hasta el miércoles 19 de agosto, la población de pueblos indígenas contagiada era de 44.881; la población de pueblos indígenas fallecida de 1.442 y cerca de 221 pueblos/nacionalidades fueron afectadas en la región Pan Amazónica. Brasil, Perú y Colombia lideran esta triste estadística.

En Brasil[1], no se trata de más una pandemia en los últimos 520 años, pero de un intencionado genocidio, vía vetos del presidente de la Republica a la ley que pretendía disponer sobre medidas de emergencia para el enfrentamiento de la pandemia entre los pueblos indígenas, quilombolas y comunidades tradicionales. Eso afecta a todo el territorio nacional, pero en la Amazonia, con las distancias y las existentes vulnerabilidades, la negación del acceso a agua potable, del atendimiento diferenciado a la salud, del derecho a la conectividad para la comunicación con las áreas más aisladas, asociada a la lentitud de las acciones de ayuda, son una explicita violación de los derechos humanos. Lo que siglos de expoliación no han logrado, por la resistencia de los pueblos amazónicos, se intenta ahora usando la pandemia para avanzar la deforestación y así las fronteras agrícolas y el extractivismo.

Imagen: Amazonízate-Yurimaguas

¿Y el movimiento ecuménico?

Históricamente ha habido numerosas iniciativas en torno a la defensa de la Amazonia por parte del mundo ecuménico local, regional e internacional, no se podría nombrar a todas. Más recientemente, en 2019, previo al Sínodo Panamazónico de la Iglesia Católica, la iniciativa ecuménica de “Acción Solidaria Global por la Amazonia”[2] impulsada por Christian Aid América Latina y el Caribe y acompañada por CONIC – Brasil, ISEAT – BoliviaComisión Intereclesial de Justicia y Paz – Colombia, CREAS, Fórum de la Alianza ACT de Brasil, entre otras entidades, fue una iniciativa importante para fortalecer, de manera más amplia, las voces proféticas en defensa de la Amazonia.

Hoy CREAS y Koinonia de Brasil, juntamente con Christian Aid, desarrollan un proyecto cuyo objetivo principal es fortalecer la capacidad del diálogo interreligioso y ecuménico en la región amazónica – con prioridad para Bolivia, Brasil, Colombia y Perú – para la dignidad humana y los derechos de las comunidades indígenas y negras. Las Iglesias Latinoamericanas y las organizaciones ecuménicas y basadas en la fe han sido históricamente cruciales para acompañar a estas personas para una vida plena, con justicia, igualdad y sostenibilidad. Ahora, con las crecientes amenazas económicas y sociales, el conservadurismo religioso y la violencia, es fundamental un nuevo vigor al diálogo ecuménico e interreligioso en la región.

En nuestro plan de acción 2020, la Alianza Interreligiosa para la Agenda 2030 tiene el objetivo de incidir para que los pueblos indígenas y las comunidades tradicionales de la Amazonia garanticen el control de la tierra, sus bienes comunes y su salud, en la perspectiva de la Casa Común. Estamos trabajando en el sentido de amplificar las iniciativas en red basadas en la fe, en la defensa de los pueblos indígenas de la Amazonia, frente al incremento de los impactos de la pandemia y la explotación de los territorios y la floresta.

Según la Encíclica Laudato Si, la Amazonia u otro espacio territorial indígena o comunitario no es solo un espacio geográfico, sino que también es un lugar de sentido para la fe o la experiencia de Dios en la historia… “En la Amazonía se manifiestan las “caricias de Dios” que se encarna en la historia (cf. LS 84).”[3] Teniendo esto como inspiración y siendo partes de una comunidad ecuménica e interreligiosa en solidaridad con las comunidades de la Amazonia, debemos fortalecer nuestro compromiso en el sentido de seguir:

1) Presionando a los Estados para que garanticen que los pueblos indígenas, quilombolas y las comunidades tradicionales amenazadas tengan acceso y control sobre la tierra y sus bienes comunes y a garantías de acceso a la salud en tiempos de pandemia;

2)  Denunciando la acción nefasta de misioneros proselitistas que ya tanto mal han traído a las generaciones pasadas y que hoy, como parte de un proyecto fundamentalista económico, social, cultural y religioso, aliado del agronegocio, buscan apoderarse de los territorios;

3) Defendiendo a las defensoras y defensores de Derechos Humanos y de la naturaleza que vienen siendo constantemente amenazados, mediante mecanismos eficaces de denuncia y protección y en contra de los intentos de criminalizar las luchas de los pueblos de la Amazonia

4) Apoyando a las comunidades locales en la promoción de alternativas económicas sostenibles y a hacer frente al sistema económico vigente enfrentando los desafíos de la crisis climática en la región;

5) Desarrollando una espiritualidad ecológica que nos ayude a escuchar lo que el Espíritu nos dice, sintiéndonos parte de la Casa Común y todo el mundo habitado, empezando por nuestras congregaciones y comunidades de fe;

6) Apoyando a organizaciones locales e iniciativas basadas en la fe en el desarrollo de estos objetivos, manteniéndonos siempre informados, desafiantes y activos en lo que es para nosotros un imperativo de fe: ¡la defensa de los pueblos indígenas, de la Amazonia y del medio ambiente!

Por eso, es esencial que las Iglesias, organizaciones ecuménicas e interreligiosas del Sur y del Norte global continúen sus labores proféticas de fe en acción. Necesitamos reforzar las consciencias de que los peligros de extinción de la Amazonia y sus pueblos están ante todos y todas. Solamente en la solidaridad y la defensa de la Casa Común, podremos evitar que las pérdidas de los pueblos indígenas, las bibliotecas vivas, sea una pérdida para toda la humanidad, pues son ellos los responsables por el equilibrio ambiental en su totalidad y por las florestas que aún nos restan.

Termino con la Coleta de Responsabilidad Ambiental del Libro de Oración Común de la Iglesia Episcopal Anglicana de Brasil: “Aliento de vida, que creaste en tu seno todo el orden creado, nos enseña a respetar a todas las criaturas, en testimonio vivo del Evangelio, que nos anima a luchar por la preservación de la naturaleza, restaurando el ideal del Edén y la perfección de lo que nos ha dado como regalo”.

La autora es científica social y educadora popular brasileña, directora regional de CREAS, integrante de la Alianza Interreligiosa para la Agenda 2030 y laica de la Iglesia Episcopal Anglicana de Brasil.


[1] En junio pasado, según estudio de la Coordinadora de Organizaciones indígenas de la Amazonia Brasileña (COIAB) y del Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazonia (IPAM) la tasa de contaminación (de 759) era 84% más alta para los pueblos indígenas, en comparación al promedio del país (de 413); la mortalidad (52 para cada 100 mil) era 150% más grande que el promedio brasileño, de 21 a cada 100 mil habitantes.

[2] Ver el Documento “Somos la Amazonia”

[3] Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para la Amazonía. N°19

Fórun ACT Aliança FESUR: Um compromisso por ações que iluminem o caminho

Por

ARGENTINA – De 19 a 21 de agosto, organizações membros da ACT Alianza na América do Sul, realizaram o Seminário Internacional “Fundamentalismos, Democracia e Direitos Humanos: fé na ação por uma vida plena e digna na América do Sul”. Estiveram presentes 60 representantes de organizações religiosas e igrejas da América do Sul, que fazem parte da ACT Alianza e seus aliados, bem como agências ecumênicas internacionais, que emitiram uma Declaração de Compromisso.

Leia na íntegra:

Com profunda gratidão aos sinais divinos que vêm do trabalho a partir da paz, que nos une com amor e justiça em lutas e esforços compartilhados que fazem sentido em nossa América do Sul, e a partir do espírito ecumênico que nos estimula a novos desafios, assumimos com responsabilidade e esperança a criação do FESUR, como um espaço coletivo de ação, que está gestando novas e melhores ideias e projetos para responder o que está acontecendo na região com uma FÉ viva e desafiadora.

Nossa jornada compartilhada como FESUR é parte de um longo processo que teve, como ponto importante, a Conferência Global sobre América Latina e Caribe em março de 2019 na Guatemala. Foi quando membros dos Fóruns ACT da Argentina, Brasil, Colômbia e Peru concordaram sobre a validade e importância da consolidação do Fórum Ecumênico ACT Sulamericano (FESUR), como instrumento de ação e incidência na realidade sociopolítica de um continente encurralado devido ao aprofundamento das desigualdades estruturais, a redução dos espaços de participação da sociedade civil, ao aumento da violência e dos assassinatos de
defensores e defensoras dos direitos humanos e pelo enfraquecimento das democracias.

É essencial uma ação determinada com uma agenda de trabalho definida para os contextos onde crescentes fundamentalismos religiosos, políticos e econômicos invisibilizam e restringem os direitos de setores e comunidades já vulneráveis: grupos LGBTIQ +, povos indígenas e Quilombolas, população negra, crianças e adolescentes , mulheres de todos os grupos étnicos e
condições e milhões de pessoas criminalizadas por sua condição de migrantes. Esta ação é chamada a contestar não só as narrativas de medo predominantes, onde “o outro” é alguém a temer e odiar, mas também a estabelecer com certeza que qualquer construção de uma sociedade mais justa e solidária depende – em todos os momentos – de a atuação conjunta de todos os setores sociais e da FE de nossa região.

Abraçamos o sonho de um continente melhor, onde:
✓ A diversidade de pessoas e a pluralidade de seus pensamentos sejam uma riqueza a ser mantida.
✓ As múltiplas desigualdades, sejam um desafio a ser superado cotidianamente.
✓ Os projetos empreendidos coletivamente e em comunidade, sejam a referência para o caminho, mas também um lugar compartilhado, para caminhar com outras pessoas.

Que nossos compromissos sejam fortes e duradouros. Nossas vozes, firmes e de apoio. E nossos gestos, de amor e esperança.

Celebrando duas décadas da Marcha das Margaridas, mulheres do Baixo Sul da Bahia e religiosas do FEACT relembram a experiência vivida em 2019

Por Camila Chagas e Natália Blanco/ Koinonia

 

Na última edição do evento, realizada em Brasília, mais de 100 mil mulheres de todos os locais do país se juntaram para marchar em busca de soberania popular, democracia, justiça, igualdade e pelo fim violência.

A última quarta feira, 12 de agosto, foi marcada pela celebração dos 20 anos da Marcha das Margaridas, ato de resistência que ocorre a cada quatro anos e é uma em homenagem à Margarida Maria Alves, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, assassinada em frente à sua casa, no dia 12 de agosto de 1983.

Devido aos protocolos de combate à pandemia de coronavírus a comemoração da data não pode ser realizada presencialmente, sendo feita por meio de um encontro online, que contou com uma transmissão ao vivo no canal da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG).

Em 2019 a marcha foi realizada no dia 14 de agosto, em Brasília, reunindo mais de 100 mil mulheres de todos os cantos do Brasil, do campo e da cidade, da terra e das águas em busca de justiça, igualdade de direitos e pelo fim da violência, levando para as ruas da capital do País o tema “Margaridas na Luta Por Um Brasil Com Soberania Popular, Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de Violência”. O evento contou com a presença de diversas representantes das comunidades do Baixo Sul da Bahia e de Koinonia, que esteve presente em dois blocos.

Para Eridan Strubi, da Comunidade da Aldeia de São Fidelis, localizada em Valença, município do Estado da Bahia, que esteve no ato em 2019, a experiência na participação lhe fez sentir uma energia tão boa que mesmo com um grupo tão diversificado de mulheres não houve nenhum problema que pudesse atrapalhar o evento.

Outra participante que se encantou com a energia do ato foi Aurea, também da comunidade de Aldeia de São Fidelis, que além de participar do evento fez a sua primeira viagem para “um lugar distante”.

“Eu amei! Conheci pessoas novas, gente de um monte de lugares diferentes, muita coisa boa. As palestras das companheiras foi uma coisa muito boa”, explica.

Para Antônia, também de Valença, participar do evento “foi um sonho que estava se realizando”.

“Eu me senti muito feliz com os conhecimentos, com as minhas novas amigas, foram dias maravilhosos, com a presença de todos. A carreta em benefício de todas as guerreiras, as guerreiras que estou falando, somos nós mulheres que participamos do nosso Brasil”, conta ela.

Outra representante da região do Baixo Sul, que esteve presente na marcha de 2019, foi Luciene, presidente de Tancredo Neves. Para ela, a energia provocada pelo encontro e resistência das mulheres não é possível ser colocada em palavras, pois o “vivido e sentido não dará pra colocar em papel ou algo do tipo”.

“O mais importante a ressaltar é a energia das mulheres, a vontade de lutar por algo maior, algo que vai muito além do ontem ou do agora. Fiquei honrada em conhecer margaridas que saíram do cômodo dos seus jardins para marcharem rumo a uma floresta vasta e completa, não se preocupando com obstáculos e pedras sobre o caminho”, finaliza.

“Terrivelmente evangélicas e feministas”

Durante a Marcha das Margaridas de 2019 um grupo de mulheres religiosas membras do Fórum Ecumênico ACT Brasil (FEACT) marcharam ao lado das milhares de companheiras em defesa dos corpos-territórios. As mulheres da equipe de Koinonia também estavam presentes.

O grupo de mulheres, carregando placas e vestindo camisetas que diziam “Terrivelmente evangélicas e feministas”, chamava a atenção por onde passavam. Até mesmo da Deputada Federal Benedita da Silva (PT), que se juntou a elas no meio do caminho.

O termo “Terrivelmente Evangélicas e Feministas” foi uma forma de resistir à fala da Ministra da pasta “Mulher, Família e Direitos Humanos”, Damares Alves, que em janeiro daquele ano proferiu a frase: “O Estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã”.

“Também marchamos por nós mesmas, porque somos impactadas por todos esses reveses que estão acontecendo no país. Como mulheres de fé, evangélicas ou de outras religiões, e feministas, queremos denunciar este governo que promove a morte, e anunciar que não daremos um passo atrás em defesa de nossas conquistas e lutas por nossos direitos”, disse a pastora e diretora executiva da Coordenadora Ecumênica de Serviço (CESE), Sônia Mota.

 

 

Encontro anual do Fórum Ecumênico ACT Brasil debate fundamentalismos e pandemia

Fonte: CONIC

 

Representantes de organizações que integram o Fórum Ecumênico ACT Brasil (FEACT) participaram, nos dias 11 e 12 de agosto, do Encontro Nacional do coletivo. Em função da pandemia, ele foi realizado todo de maneira online. A secretária-geral do CONIC, pastora Romi Bencke, participou.
Primeiro Dia: os desafios dos fundamentalismos
O primeiro dia de Encontro contou com a exposição da professora Dra. Magali do Nascimento Cunha. Metodista, ela falou sobre fundamentalismos, crises da democracia e ameaças aos direitos humanos na América do Sul, apontando tendências e desafios para a ação. Magali atua, entre outras frentes, no Coletivo Bereia, agência que checa a veracidade de fatos publicados em mídias religiosas e em mídias sociais brasileiras que abordem conteúdos sobre religiões e suas lideranças no Brasil e no exterior.
Segundo Dia: fortalecendo grupos populares durante a pandemia
No segundo dia, o foco foi ouvir os participantes sobre como a pandemia está afetando cada uma das organizações que integram o FEACT. Em comum, todos falaram sobre os desafios do trabalho remoto, adaptação das rotinas e os desafios do “universo online”.
Algumas também apontaram para a necessidade da readequação dos projetos, redirecionando alguns recursos para ações de emergência e o fortalecimento de grupos populares.
Quilombo Campo Grande foi outro tema que tomou conta de parte das discussões desse dia, culminando com a publicação de uma nota de solidariedade às famílias que, em plena pandemia, estão sofrendo despejo de uma área onde, há 20 anos, produzem alimentos saudáveis, como o café orgânico Guaií.
Próximo encontro
Foi marcado mais um Encontro do FEACT para este ano. Será no dia 8 de outubro.

FEACT nota in solidariteit met Quilombo Campo Grande

 

 

 

 

Vandaag werd Brazilië nog droeviger wakker!

Te midden van een pandemie zonder weerga, die in Brazilië al meer dan 100.000 doden telt, werd de nederzetting “Quilombo Campo Grande” in het zuiden van de staat Minas Gerais, verbonden aan de “Movimento dos Trabalhadores Sem Terra” (MST), de beweging van landloze boeren, vanmorgen verrast door een ware oorlogsinval. Honderden militaire politievoertuigen vielen gewelddadig het gebied binnen om er 650 families te verdrijven die er al meer dan 20 jaar verblijven en de plek omgetoverd hebben tot een productiecentrum van gezond voedsel. Een voorbeeld daarvan is de biologische koffie Guaií. Quilombo Campo Grande ligt in een gebied waar één van de beste koffiesoorten ter wereld wordt geproduceerd. Daarom is dit gebied het doelwit van grote agribusiness-bedrijven. Het is het strijdtoneel tussen twee verschillende productieve modellen. Aan de ene kant, een die inkomsten verdeelt en produceert in harmonie met het leefmilieu, aan de andere kant, een model dat rijkdom concentreert, mensen uitsluit en het milieu vernietigt.

De betrokken families worden al jaren onder druk gezet door sluipschutters. Volgens bronnen handelen deze in opdracht van de voormalige eigenaar van het terrein waar een failliete suikerfabriek stond. Het zijn 22 jaar van conflicten met 5 uitzettingen en gelukkig veel nationale en internationale solidariteit.

De uitzetting van vandaag komt er na druk van João Faria, een van de grootste koffie-exporteurs in Brazilië. Deze ondernemer wil zijn productiegebied uitbreiden. Bij de opdracht tot ontruiming zijn belangen van grote bedrijven betrokken, waaronder multinationals Nestlé en Mondelez. Vermeldens waard is dat João Faria een van de grootste donateurs was van de campagne van president Bolsonaro in 2018.

Wij “eisen” van de gouverneur van Minas Gerais, Romeu Zema, en de bevoegde instellingen de onmiddellijke opschorting van de uitzetting, respect voor de mensenrechten van deze families en voor duizenden anderen die momenteel overgeleverd zijn aan soortgelijk geweld in Brazilië.

Deze actie toont nogmaals aan dat de Braziliaanse regering zich uitsluitend en exclusief laat leiden door de belangen van het financieel kapitaal en de multinationals. Het leven van de Braziliaanse bevolking wordt bedreigd door degenen die het zou moeten garanderen.

Deze politiek willen een einde maken aan onze cultuur, onze spiritualiteit, het recht om te dromen. Het is geen toeval dat de eerste actie van de militaire politie was om de school “Eduardo Galeano” en de plaatselijke kerk aan te vallen.

Het zijn de open aders van Latijns-Amerika die bloeden als gevolg van een nieuw kolonialisme, dat “het domein van geweld versnelt”. (Am 6.3)

 

Fórum Ecumênico ACT Brasil
12 de agosto de 2020.