Bahia: seminário discute direitos de povos de terreiro

O Projeto Àwúre promove o Seminário “Direitos Humanos Fundamentais dos Religiosos de Matriz Africana: Eficácia e Efetividade”. KOINONIA participa da iniciativa como membro de grupo de trabalho (GT) que organiza o evento. Será realizado em dois dias, 23 e 30 de outubro, de forma online e gratuita. Interessadas e interessados devem se inscrever em bit.ly/seminarioawure  até 21 de outubro.

Um dos palestrantes convidados é o sociólogo e pesquisador pan-africanista de Guiné Bisau, Dr. Miguel de Barros, que fará uma palestra magna sobre a eficácia e efetividade dos direitos humanos fundamentais dos religiosos de matriz africana. Além de Miguel de Barros, o seminário terá como palestrantes o professor emérito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), um dos membros fundadores de KOINONIA, Dr. Ordep Serra, a promotora de Justiça do Estado da Bahia, Lívia Sant’Anna Vaz, o subprocurador-geral do Trabalho Cristiano Paixão, e a advogada especialista em Direitos Humanos, Lili Reis.

O evento será aberto pelo procurador-geral do Trabalho, José de Lima. Além das palestras, serão abertas 10 salas de debates para eixos temáticos específicos, as quais serão coordenadas pelos(as) coordenadores(as) dos Grupos de Estudos, que são integrados por membros(as) da academia e atores sociais representativos do segmento povos e comunidades tradicionais de terreiros de religiões de matriz africana.

O evento também marca o lançamento da campanha “Violência não combina com fé! Denuncie! Disque 181” e do Podcast “Àwúre”. Na ocasião serão apresentados os resultados das escutas sociais realizadas em atendimento à Convenção 169 da OIT e à Resolução n. 230 do Conselho Nacional do Ministério Público, e será lançado edital de chamada pública para produção de artigos que integrarão livro sobre o tema objeto do seminário, que será disponibilizado na Biblioteca Àwúre.

Saiba mais e confira aqui a programação completa 

‘Afrikerança’: projeto do Matriarcado Ancestral do Brasil é lançado em evento no Rio de Janeiro

Em um domingo às vésperas do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, cerca de cem pessoas estiveram presentes em um dos eventos mais importantes do ano para os povos tradicionais de matriz africana. O projeto “Afrikerança”, idealizado pelo grupo Matriarcado Ancestral do Brasil teve seu lançamento em um dia recheado de atividades e reflexões que conectaram o Sagrado ao aspecto cultural e político.

“Afrikerança” tem como propósito a diminuição das sequelas deixadas pela Covid-19, o empoderamento feminino, o combate à intolerância religiosa, ao racismo e, principalmente, à violência contra a mulher em recorte apoiado na cosmovisão de matriz africana.

O projeto foi idealizado pela Ìyálode Ojéwunmi Rosângela D’Yewa, que tem por objetivo reunir as grandes matriarcas do Candomblé, as Iyalorisás, para repensarem um novo modelo de sociedade com base na sororidade, na solidariedade e nos saberes ancestrais que garantiram a sobrevivência do Sagrado Africano em diáspora ao Brasil.

A atividade contou com a participação de lideranças políticas, sociais e religiosas, com destaque para o sacerdote nigeriano Kabiesi Sangokunle Awurela que, junto das Yalorisás realizou a abertura do evento com uma cerimônia de louvação ao Sagrado Feminino.

O evento foi realizado no Centro Cultural Joaquim Lavoura, município de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. No decorrer do dia houve a apresentação do Grupo Afrocultural Jongo Eledá, além disso diversas barraquinhas com comidas típicas, artesanato e roupas enriqueceram o ambiente. O Poder Legislativo também se fez presente e concedeu diversas Moções de Aplausos às lideranças de destaque, pelas mãos do vereador Professor Josemar.

 A Yalorisá Juçara de Yemonjá, integrante da comissão organizadora e anfitriã destacou a importância do estado do Rio de Janeiro e da cidade de São Gonçalo protagonizarem o primeiro encontro do “Afrikerança”, já que o histórico de racismo e fundamentalismo religioso são marcas do cenário social local. No fim do dia a celebração inter-religiosa com a presença da missionária Joana Raphael e do pastor Júlio, da Comunidade Batista de São Gonçalo, demonstrou a importância de estabelecer diálogos que combatam o fundamentalismo e aproximem as diferentes religiões com respeito e solidariedade mútuos.

KOINONIA foi parceira na construção do “Afrikerança” e esteve presente com o colaborador Pedro Rebelo.

Confira a nova edição do informativo digital Fala Egbé

De cara nova, a edição 43 traz um resumo das principais atividades realizadas no período de março a setembro em prol de comunidades negras tradicionais na Bahia e no Rio de Janeiro.

Site do Observatório Quilombola repaginado, encontros, ações sustentáveis, cursos sobre regularização jurídica de terreiros, oficinas sobre masculinidade, eventos em parceria com comunidades quilombolas e terreiros, lançamentos de podcasts abordando questões raciais e de gênero são alguns dos destaques.

Site do Observatório Quilombola repaginado, encontros, ações sustentáveis, cursos sobre regularização jurídica de terreiros, oficinas sobre masculinidade, eventos em parceria com comunidades quilombolas e terreiros, lançamentos de podcasts abordando questões raciais e de gênero são alguns dos destaques.

Acesse aqui a publicação

Quilombolas do Baixo Sul da Bahia participam de oficina sobre masculinidades

Desconstruir a masculinidade tóxica e se abrir a novas perspectivas visando à igualdade de gênero é fundamental hoje em dia, em qualquer espaço que seja. Seguindo esta linha, Koinonia, em parceria com a Articulação de Mulheres Negras do Baixo Sul da Bahia e a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), promoveu uma oficina sobre masculinidades nos dias 12 e 13 de setembro, com quilombolas das comunidades Jetimana e Dandara, na Bahia.

Ao todo, 44 homens participaram de atividades que contribuem para a construção de novas masculinidades, e são estratégias de luta contra as desigualdades de gênero e a violência contra a mulher. Os números relacionados a esta última no estado são altos: apenas no 1º semestre de 2021, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou à Justiça 4.890 casos de agressões contra mulheres.

Obtendo resultado positivo entre o público participante, a oficina será realizada em outras comunidades negras tradicionais da região, e haverá ainda um encontro final para troca de experiências.

Mulheres negras do Baixo Sul da Bahia avaliam situação de comunidades na pandemia

Foto: Ana Gualberto

Com a participação de KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, a Articulação de Mulheres Negras do Baixo Sul da Bahia realizou, em 23 de julho, uma assembleia semestral de avaliação e planejamento. O evento fez parte da agenda de mobilização do Julho das Pretas.

O movimento fez uma análise de conjuntura das comunidades da região, e constatou uma piora em problemas estruturais já existentes, como educação, prejudicada pela falta de internet, equipamentos e acompanhamento pelos educadores; transporte, que além de caro, é escasso, dificultando a locomoção de educadores, alunos e das pessoas até a cidade; comercialização, comprometida pela dificuldade de deslocamento citada e pela baixa de vendas; e violência doméstica, crescente principalmente contra mulheres, devido ao isolamento social. Além disso, foi lembrado o aumento de casos de depressão e outras doenças, abuso de poder comercial e as notícias falsas sobre vacinas e uso de máscaras.

Momentos de apoio mútuo

Foto: Ana Gualberto

Apesar do agravamento de determinadas situações, a pandemia também tem seus aspectos positivos. As mulheres do Baixo Sul ressaltaram a solidariedade, união, autocuidado, criatividade e aumento na produção dentro das comunidades. No período, houve entrega de cestas básicas, confecção de máscaras, realização da feira local e de rodas de conversa virtuais. Entre essas últimas, ganharam destaque as edições da “Quem cuida de nós? – Refletindo sobre o cuidado com as mulheres negras”, promovidas por KOINONIA. O incentivo e avanço da vacinação também foi um dos pontos altos do período para as comunidades.

O início e o final do encontro foram marcados por uma mística e troca de sementes, mudas e frutos, num ato simbólico de solidariedade e sororidade entre as participantes.

Foto: Ana Gualberto

A Articulação de Mulheres Negras do Baixo Sul da Bahia é um movimento que envolve 18 comunidades de cinco municípios da região (Camamu, Igrapiúna, Ituberá, Taperoá, Valença).

Programa Fala Egbé 5: Direito à Liberdade Religiosa

Neste episódio falamos sobre Direito à Liberdade Religiosa!

Conversamos com lideranças e integrantes de religiões de matriz africana e católicos, que falaram como vivenciam as suas religiões e como é preciso ter respeito para com a religiosidade do outro.

Racismo, racismo religioso, liberdade religiosa, preconceito religioso em ambientes de trabalho e em locais públicos, assim como ataques à religiosidade e os caminhos para uma vivência pacífica entre pessoas de religiões diferentes foram alguns dos temas abordados no programa.

Agradecemos as participações dos nossos convidados Alexsandro de Jesus, presidente do Centro de Umbanda Ogum de Ronda e Caboclo Itaiguara, em Camamu – BA, Aline Lima, ekedi do Terreiro Egbé Lecy Okutá Lewá, terreiro de Iemanjá, em Salvador, Emerson Mec, candomblecista da Comunidade Quilombola Santa Rita do Bracuí, no Rio de Janeiro, a companheira Ana Célia Pereira, do Quilombo do Barroso, em Camamu-BA, e praticante da religião católica, Mameto Laura, da Comunidade do Garcia, religião de matriz africana, em Salvador, a Iyalorixá Márcia de Ogum, do Ilê Axé Ewa Olodumare, em Lauro de Freitas -BA, e o Padre Lázaro Muniz, da Paróquia Santa Cruz, em Salvador.

Apresentação: Camila Chagas, advogada, educadora popular e colaboradora de Koinonia.

Gostou? Encaminhe o programa para os contatos da sua rede e ajude a divulgar! Compartilhe todas essas informações com a maior quantidade de pessoas que você conseguir.

Se quiser relatar algo sobre a sua comunidade ou sugerir um tema, basta enviar uma mensagem para o e-mail da nossa comunicação: comunica@koinonia.org.br ou comunica2@koinonia.org.br

Programa Fala Egbé 2: Saberes tradicionais, ervas medicinais que tem ajudado nos efeitos do coronavírus?

Quer saber como as ervas medicinais e os saberes ancestrais do povo quilombola podem ajudar a combater os efeitos do coronavírus? Então vem ouvir nosso podcast:

Neste segundo episódio, representantes das comunidades negras tradicionais e quilombolas do Baixo Sul da Bahia e do Rio de Janeiro falam sobre como as ervas medicinais e os saberes ancestrais podem combater os efeitos do coronavírus e fortalecer o organismo.

Agradecemos a participação das nossas companheiras de Camamu: Ana Celsa (Organização SASOP), Valdilene de Jesus (Dandara dos Palmares), Ana Célia Pereira (Barroso) e Rejane (Comunidade Quilombola Maria Joaquina), de Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

O Fala Egbé é um programa desenvolvido por Koinonia Presença Ecumênica e Serviço.

Apresentação e produção: Camila Chagas, advogada, educadora popular e colaboradora de Koinonia. Roteiro, edição e produção pelas jornalistas Luciana Faustine e Natália Blanco.

Quer trazer algum relato sobre sua comunidade ou sugerir um tema, basta enviar uma mensagem aqui no inbox ou por email para o e-mail da nossa comunicadora Natália Blanco: comunica@koinonia.org.br Gostou? Encaminhe o programa para os contatos da sua rede e ajude a divulgar!

 

Primeiro episódio do programa em áudio Fala Egbé

🥁 Está no ar!!!
Você está recebendo 1° episódio do programa em áudio Fala Egbé 🗞️

💬 Como as comunidades do Baixo Sul da Bahia estão vivenciando a pandemia?

🎙️ No primeiro episódio, programa desenvolvido por Koinonia Presença Ecumênica e Serviço, a coordenadora Ana Gualberto explica o significado da palavra Egbé, que além de dar nome ao programa, também é o nome do nosso informativo digital.

💡Lideranças de comunidades negras tradicionais do município de Camamu- BA contam as experiências das comunidades com a covid-19 e ainda abordamos algumas ações de solidariedades que estão ocorrendo.

✨ Agradecemos a participação das nossas companheiras de Camamu: Maria Andrelice (Dandara dos Palmares), Ana Célia (Barroso) e Marilene Silva (Pimenteira)

📌 Apresentação: Camila Chagas, advogada, educadora popular e colaboradora de Koinonia.

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📝 Se quiser relatar algo sobre a sua comunidade ou sugerir um tema, basta enviar uma mensagem para o e-mail a nossa comunicadora Natália Blanco: comunica@koinonia.org.br

 

Terreiros e KOINONIA na luta pela vida durante a pandemia da Covid 19 em Salvador

Por Ana Gualberto
com contribuições de Natália Blanco

Com o início das medidas de isolamento social em 17 de março, estamos monitorando o impacto da pandemia junto às comunidades negras tradicionais com as quais atuamos. Diante do desafio da manutenção da vida durante a pandemia, por saber que nossas casas de candomblé são espaços de acolhimento e referência para a comunidade, por compreender e valorizar sua ação junto à sua comunidade e por ter sua casa como parceira de nossas ações e sonhos de uma sociedade com mais equidade. Nos juntamos para atuar de forma direta na garantia da sobrevivência do nosso povo negro periférico e de religião de matriz africana.

Historiador e educador social, o Ogan Lucas Cidreira compartilha sua breve análise sobre como o que a história nos revela sobre os processos de resistência do povo de axé, olhando para essas ações dos terreiros durante a pandemia, principalmente com as lideranças das mulheres:

“Não podemos perder a perspectiva de toda a odisseia que cerca a sobrevivência da identidade ancestral em nós, essa medida é a condição singular para a nossa continuidade.
Tudo existe a partir do corpo, local onde nos é depositada pelas experiências a memória. A minha traz a resistência da manutenção e práticas dos ritos nas senzalas e na força das mulheres que lutaram e tornaram possível o candomblé entre outras denominações e manifestações ancestrais africanas. Em minha opinião primeiro espaço de resistência institucional da população negra, basilar para o resgate identitário de negras e negros em todo país.
A título de exemplo não seria possível a nossa sobrevivência quando o estado recém brasileiro institui leis que tornam crime ser negro e senão pela força das mulheres que sempre sustentaram e tornaram possível a nossa existência como grupo, o sustento da família, ao lado do homem negro perseguido e violentado, estão as mulheres sempre a lhes prover a vida, o resgate, a resistência e os caminhos para libertação, em seu pleno exercício de poder.
Assim, as ações que os terreiros de candomblé praticam em seu cotidiano de luta e resistência, o têm por inspiração dessa luta matriarcal, por alteridade, por entender o valor da vida e num momento como este jamais estaríamos eximidos do nosso papel e responsabilidade fraterno de cuidar. Mais uma vez vítimas de um processo irresponsável de globalização e usura, que não só globaliza as “conquistas” contemporâneas, mas também as suas mazelas.”

Olhando para realidade, algumas questões são importantes serem afirmadas:

  • Mais de 70% destas populações não tem vinculo empregatício, o que as coloca em situação de vulnerabilidade econômica;
  • Mais de 60% destas comunidades estão em áreas com saneamento básico insuficiente ou inexistente;
  • A crise econômica e social não se resolverá em curto prazo, o que nos coloca a necessidade de pensar mais ações de manutenção de sobrevivência;
  • As lideranças de terreiro e das associações quilombolas são referencias para buscar auxílio imediato para sanar falta de alimento, itens de higiene, compra de gás de cozinha, remédios entre outros itens.
  • Há redes articuladas pela Sociedade Civil em processos de distribuição de alimentos, com as quais estamos conectando as comunidades onde há esse tipo de intervenção. Porém a distribuição de alimentos tem se tornado cada vez mais complexas a partir de grandes entregas a partir de um lugar central. Uma solução é a compra local e a distribuição família por família, evitando assim as aglomerações que são de alto e de maior risco para as populações.

Como parceiros, KOINONIA foi procurada pelas lideranças de comunidades de terreiro de candomblé e iniciativas que contemplam este público para contribuir no que pudesse. Assim iniciamos diálogo com nossos financiadores para contribuir de alguma forma. Conseguimos destinar uma parte de nossos recursos que transformamos em alimentos e itens de limpeza.

Nós reportamos aos alguns terreiros que nos procuraram, que realizam atividades em parceria com KOINONIA nos últimos anos e que oferecem ações sociais em suas casas, buscamos também chegar em áreas diversas da cidade de Salvador. Chegamos à seguinte lista de comunidades de terreiro de candomblé e iniciativas:

Ilê Axé Okutá Lewá, Abassá de Ogum, Ilê Axé Torrun Gunam, Ilê Axé Omo Omim Tundê, Ilê Axé Obá Tossi, Ilê Axé Tafá Oyá, Egbé Onã Osun, Casa Branca, Comissão de Terreiros do Engenho velho, Coletivo pelo Nordeste de Amaralina, Espaço Vovó Conceição/Ong Dendê do Aro Amarelo e Rede de Mulheres Negra. Estes grupos receberam as doações e organizaram a distribuição a partir de seus espaços sagrados, reafirmando assim o papel da religião de matriz africana na promoção da vida.

Conseguimos alcançar aproximadamente 200 famílias. Compartilhamos algumas imagens e depoimentos para encher seu coração de alegria e esperança de uma sociedade mais solidária e amorosa.

Mãe Rose do Ilê Axé Obá Tossi:

“A situação é complicada, porque a gente vive de jogo, e através desse jogos que a gente compra cimento pra fazer uma obra na casa. Não para fazer do nosso axé um comercio, mas para suprir as necessidades da casa, para as contas de luz, agua, telefone etc. Só que neste momento sem poder atender clientes estamos vivendo na misericórdia de Deus e dos orixás. Mas uma coisa temos que agradecer, nossa vida, ficar cada um dentro de casa e pedir misericórdia para que isso acabe logo. Todo nosso povo ficou muito emocionado com a iniciativa.”

Iyalorixá Odara Bomfim do Egbé Onã Osun:

“Minha avaliação de organizações, que apoiam, que visam atuar no maior conhecimento de cultura de grupos históricos, e essa importância de ser uma organização ecumênica, de entender que a diferença não nos faz diferente, ela nos aproxima e nos traz conhecimento. Então ter a disposição de Koinonia auxiliando em nossa campanha para as doações, faz a sensação de caminho, de caminhar, de positividade, existe.

Diante de toda a trajetória histórica que nós povos e comunidades de matriz africana temos, neste caminho o que mais nos deparamos é com solidão. Então você se deparar com uma organização que categoricamente visa, entende, respeita, acolhe e aceita seus projetos, isso faz com que você tenha um sentimento de pertença. De que de fato essa terra é sua, esse caminho é seu, a liberdade, de fato, essa liberdade religiosa, ela é positiva. Então eu vejo de suma importância todas as atividades de Koinonia e essa disponibilidade acolhedora que todas as pessoas envolvidas nesta grande organização tem.”