Mesa sobre política, religiões e democracia marca Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro (RJ) – Como parte da Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, foi realizada no dia 21 de janeiro, no Centro Cultural da Justiça Federal, a Mesa 1 – “Política, Religiões e Democracia”, reunindo lideranças religiosas, representantes da sociedade civil, pesquisadores e instituições comprometidas com a defesa da liberdade religiosa e da democracia no Brasil.

A atividade foi realizada pela CEAP (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas) em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com apoio de KOINONIA e da ACT Alliance, e integrou a programação oficial do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro.

O debate teve como objetivo analisar as lutas pela liberdade religiosa, diversidade e pluralidade de crenças, com ênfase nas experiências e nas vozes de grupos religiosos historicamente marginalizados, em um contexto de crescimento dos fundamentalismos e de seus impactos sobre a democracia e os direitos humanos.

A mesa contou com a participação de Babalawô Ivanir dos Santos, referência nacional no enfrentamento à intolerância religiosa; Pastora Lusmarina Campos Garcia, teóloga e liderança cristã com atuação no diálogo inter-religioso; Rudelmar Bueno de Faria, secretário-geral da ACT Alliance, que realizou intervenção destacando a importância da articulação ecumênica internacional; e Dr. Jaime Mitropoulos, procurador da República, que trouxe a perspectiva jurídica sobre laicidade do Estado e garantias democráticas. A mediação foi conduzida por Tauan Satyro, doutorando em Ciências da Religião pela PUC-Rio.

Durante o encontro, foi reforçado que a intolerância religiosa não é apenas uma violação de direitos individuais, mas um problema estrutural que ameaça a convivência democrática e atinge de forma desigual comunidades de fé, especialmente aquelas vinculadas às tradições de matriz africana e a outros grupos historicamente criminalizados.

KOINONIA esteve presente como organização apoiadora da atividade, reafirmando seu compromisso com a promoção da liberdade religiosa, do diálogo inter-religioso e da defesa dos direitos humanos. A participação institucional dialoga com a trajetória de KOINONIA na construção de pontes entre fé, justiça social e democracia, em articulação com redes nacionais e internacionais.

A realização da mesa em um espaço público e simbólico, como o Centro Cultural da Justiça Federal, reforçou a centralidade do debate sobre laicidade do Estado, pluralidade religiosa e democracia como temas fundamentais para a consolidação de uma sociedade mais justa, diversa e respeitosa.

A atividade se consolidou como um espaço estratégico de reflexão, escuta e incidência política, reafirmando que o enfrentamento à intolerância religiosa passa, necessariamente, pela valorização da diversidade de crenças e pela defesa incondicional da democracia.

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