Uma mãe e seu legado de luta por liberdade religiosa.
Uma mãe e seu legado de luta por liberdade religiosa.
No dia 17 de maio, a Ocupação Rio Branco, em São Paulo, recebeu a oficina “Família e território: a importância da rede de apoio para quem vive com HIV/AIDS”, realizada pelo projeto Prevenção na Ocupação, em parceria com o Movimento de Moradia da Região Central (MMCR). O evento trouxe à tona discussões importantes sobre o papel da família e da comunidade no cuidado e apoio às pessoas que convivem com HIV/Aids e outras ISTs.
O ato aconteceu no local onde foi realizada a primeira escavação, agendada para a mesma data. A escavação foi autorizada mediante celebração de um termo de cooperação técnica e tem previsão de conclusão em 10 (dez) dias.
Após a visita guiada, as internas dirigiram-se ao espaço educativo onde participaram do lançamento da Cartilha Religiosa de Matriz Africana, publicação de KOINONIA em parceria com lideranças religiosas do axé que estão realizando o trabalho de assistência no Conjunto Penal Feminino de Salvador.
Em maio, Ana Gualberto, Diretora Executiva de KOINONIA, fez a abertura do evento “Crise e Cuidado”, realizado no Guarujá, SP, Brasil, reunindo ativistas feministas de direitos humanos de todo mundo. O objetivo foi acolher corações e mentes da linha de frente das práticas de cuidado e cura coletivos com a proposta de reimaginar uma resposta à crise global por meio de uma lente feminista interseccional.
Durante seu pontificado, Francisco nomeou mais de 70% dos cardeais eleitores. Não foi apenas uma renovação numérica, mas também simbólica e pastoral: bispos das periferias, de contextos não europeus, muitos com trajetória junto aos pobres, indígenas, refugiados e movimentos sociais.
O evento teve como objetivo promover o intercâmbio de saberes entre as comunidades quilombolas, visando mapear as oportunidades para o desenvolvimento do turismo comunitário e a geração de renda a partir da valorização de suas identidades culturais. A atividade integra o projeto Comércio com Identidade, que visa fortalecer as economias locais das comunidades quilombolas do Rio de Janeiro e Bahia, respeitando suas tradições.
No dia 25 de abril, na sala de vídeo conferência da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), aconteceu o seminário “Os impactos da ponte Salvador Itaparica nas Comunidades Tradicionais”, evento organizado pelo Programa de Pesquisas sobre Povos Indígenas do Nordeste Brasileiro (PINEB).
Projeto busca formar novas lideranças para atuação na pauta climática brasileira.
O pontificado do Papa Francisco foi, sobre vários aspectos, muito importante na luta pelos direitos humanos, em defesa da natureza e em defesa da democracia da maioria. Em tempos de recomeçar a política de baixo para cima, o Papa Francisco era uma retaguarda para os bispos e padres que se empenham em manter vivo os ensinamentos do evangelho no meio do povo.
No artigo, Rafael Soares aborda como a narrativa de perseguição religiosa contra cristãos, conhecida como “cristofobia”, tem sido utilizada por setores fundamentalistas como uma ferramenta para promover agendas regressivas. O Secretário de Planejamento e Cooperação explica que, embora o Brasil não apresente evidências significativas de perseguições aos cristãos, a propagação de fake news e distorções da realidade alimenta uma cultura de intolerância religiosa, especialmente contra religiões de matriz africana. Ele também aponta como essa falsa ideia de cristofobia é usada para justificar o ataque a movimentos sociais, como os de mulheres e LGBTQIAPN+, além de reforçar políticas de exclusão e discriminação.
Ana Gualberto, diretora executiva de KOINONIA, escreve sobre a revogação pela Prefeitura da Resolução Conjunta das secretarias de Meio Ambiente e Clima e de Saúde do Rio de Janeiro que reconheceu as tradições de origem e influência africana como práticas integrativas complementares ao SUS na cidade. A alegação para tal revogação foi o entendimento de que a saúde pública é realizada com base na ciência e no princípio do Estado Laico. Porém, por que as práticas dos povos de matriz africana são excluídas se também são saberes milenares como outras práticas já adotadas pelo SUS? A discussão versa sobre o racismo enraizado na sociedade e no Estado brasileiros.