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Terreiro Olufanjá recepciona o evento de Lançamento da Cartilha de Assistência Religiosa de Matriz Africana

No dia 28.01.26 (quarta), no Terreiro Olufanjá, localizado no bairro de Tancredo Neves, em Salvador, ocorreu o lançamento da cartilha “Assistência Religiosa de Matriz Africana”, material elaborado a partir de lideranças que fizeram o trabalho de assistência religiosa, assessoradas por KOINONIA, no Conjunto Penal Feminino de Salvador. O evento contou com a presença da ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Tamikuã Pataxó, que explicou o trabalho da ouvidoria e sua atuação junto a população vulnerabilizada. Apontou a perspectiva de trabalho junto às internas no Conjunto Penal Feminino de Salvador e as frentes de trabalho da defensoria pública. As cartilhas foram compartilhadas entre os presentes, oportunidade em que foi aberta às falas, tiradas dúvidas e informado sobre o trabalho de formação com as agentes penais e com as lideranças religiosas de matriz africana no primeiro semestre de 2026.

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Pré-lançamento do livro “Religiões em Diálogo” reúne lideranças e reafirma compromisso com a liberdade religiosa no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro (RJ) – Representantes de diversas tradições religiosas se reuniram no pré-lançamento do livro “Religiões em Diálogo”, realizado no dia 26 de janeiro, no Edifício São João Paulo II, no bairro da Glória, no Rio de Janeiro. A atividade marcou um importante momento de afirmação do diálogo inter-religioso e do compromisso coletivo com a liberdade religiosa no país.

A obra, organizada por Waldeci Gonzaga e Cláudio Jacinto da Silva, propõe uma introdução panorâmica a diferentes tradições religiosas, apresentando-se como um instrumento didático para processos formativos, debates inter-religiosos e iniciativas de educação para a convivência plural. Durante o encontro, organizadores e alguns dos autores compartilharam reflexões sobre a construção do livro e a urgência do diálogo em um contexto marcado pelo avanço de discursos fundamentalistas.

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III Arrastão da Liberdade percorre Itapuã em defesa da liberdade religiosa e contra o racismo

Salvador (BA) – O III Arrastão da Liberdade reuniu terreiros, movimentos sociais, coletivos culturais e lideranças religiosas em uma grande marcha pelas ruas de Itapuã, em Salvador, reafirmando o direito à liberdade religiosa e denunciando o racismo religioso que atinge, sobretudo, as religiões de matriz africana no Brasil.

A concentração aconteceu às 8h, no Axé Abassá de Ogum, localizado em Nova Brasília de Itapuã, terreiro fundado por Mãe Gilda de Ogum, yalorixá que se tornou símbolo nacional da luta contra a intolerância religiosa. A caminhada seguiu pelas ruas do bairro até a Lagoa do Abaeté, onde está localizado o Busto de Mãe Gilda, marco de memória, resistência e ancestralidade.

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Juventudes se unem em live pelo enfrentamento ao racismo religioso

No dia 21 de janeiro de 2026, data que marca o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, lideranças jovens, educadoras(es) e representantes de diferentes tradições religiosas se reuniram na live “Juventudes tecendo caminhos de diálogo”. O encontro teve como objetivo fortalecer o enfrentamento ao racismo religioso e reafirmar a construção de uma cultura de paz, respeito e convivência entre as diversas crenças no Brasil.

A atividade também foi um momento de memória e denúncia. A data relembra os 26 anos do falecimento de Mãe Gilda de Ogum, yalorixá vítima de ataques de intolerância religiosa em Salvador, episódio que deu origem à criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

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Mesa sobre política, religiões e democracia marca Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro (RJ) – Como parte da Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, foi realizada no dia 21 de janeiro, no Centro Cultural da Justiça Federal, a Mesa 1 – “Política, Religiões e Democracia”, reunindo lideranças religiosas, representantes da sociedade civil, pesquisadores e instituições comprometidas com a defesa da liberdade religiosa e da democracia no Brasil.

A atividade foi realizada pela CEAP (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas) em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com apoio de KOINONIA e da ACT Alliance, e integrou a programação oficial do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro.

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CONIRB realiza ato inter-religioso na Igreja do Rosário dos Homens Pretos em Salvador

No dia 20 de janeiro de 2026, o Conselho Inter-religioso da Bahia realizou um evento na Igreja do Rosário dos Homens Pretos. O ato inter-religioso teve como proposta promover o diálogo em favor da paz e do respeito por todas as religiões e contou com a participação de lideranças religiosas de diversos segmentos. Com a igreja lotada, os líderes religiosos entoaram mensagem relacionadas ao dia nacional de combate à intolerância religiosa, mas, sobretudo, da possibilidade do diálogo entre as religiões como caminho para o respeito e a paz.

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Juventude de terreiro se reúne em Salvador para reafirmar a defesa da vida no encontro “A bala não escolhe sua fé”

No dia 17 de janeiro, o Arquivo Público Municipal de Salvador (BA) sediou o encontro de juventude de terreiro “A bala não escolhe sua fé”, promovido por KOINONIA. A atividade marcou os 10 anos da primeira edição do evento, realizada em 2015, e reuniu lideranças religiosas, educadoras(es) e ativistas para dialogar sobre violência de Estado, intolerância religiosa e os desafios enfrentados pela juventude negra na cidade de Salvador.

A programação teve início pela manhã com credenciamento e café coletivo, seguido de uma dinâmica de abertura conduzida por Candai Calmon, colaboradora de KOINONIA.

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Curso de Verão 2026 debate justiça ambiental, espiritualidade e racismo ambiental em São Paulo

Entre os dias 7 e 16 de janeiro de 2026, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) sediou o 39º Curso de Verão do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP). Com o tema “Justiça Ambiental: Compromisso Social e Inter-Religioso com o Bem-Viver”, o curso reuniu lideranças religiosas, educadoras(es) populares, pesquisadoras(es), representantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil do Brasil e de diversos países.

A iniciativa partiu da compreensão de que a crise ambiental é também social, racial, econômica, política e territorial, afetando de forma mais intensa povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e populações historicamente marginalizadas.

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Ato inter-religioso cobra laicidade do Estado e equidade no uso de recursos públicos

Lideranças religiosas, organizações da sociedade civil e ativistas dos direitos humanos realizaram, no dia 14 de janeiro, um ato público de desagravo e reivindicação, das 10h às 14h, em frente à sede da Prefeitura do Rio de Janeiro. A mobilização foi uma resposta às declarações do prefeito sobre as críticas ao uso de recursos públicos para a instalação de um palco gospel no Réveillon 2025/2026.

O ato ocorreu logo após a repercussão das falas do prefeito, que classificou as críticas como preconceito, e teve como objetivo afirmar que a reação não se restringe a uma disputa individual ou a um único grupo social.

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O povo de santo e o medo: racismo religioso, guerra cultural e desafios à efetivação da liberdade religiosa no Brasil

Este artigo analisa o racismo religioso direcionado às religiões de matriz africana, com ênfase no Candomblé, compreendendo-o como expressão de uma guerra cultural herdada do processo colonial brasileiro e atualizada na contemporaneidade por meio de práticas institucionais, políticas e religiosas excludentes. A partir de pesquisa bibliográfica e análise normativa, discute-se a formação histórica do racismo religioso, o papel do sincretismo como estratégia de sobrevivência, a atuação de setores neopentecostais na intensificação das violências simbólicas e materiais contra o povo de santo, bem como as contradições do Estado brasileiro no cumprimento do princípio da laicidade. Por fim, apontam-se caminhos de resistência, reconhecimento jurídico e formulação de políticas públicas voltadas à garantia da liberdade religiosa e à proteção dos territórios sagrados afro-

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Roda de Diálogo Cultural em Itinga fortalece terreiros, juventude e o enfrentamento ao racismo religioso

No dia 10 de janeiro, a comunidade de Itinga, em Lauro de Freitas (BA), recebeu a Roda de Diálogo Cultural, uma atividade voltada ao enfrentamento do racismo religioso e ao fortalecimento da juventude e da cultura de matriz africana. A iniciativa marcou a retomada de ações coletivas no território e reforçou a importância da cultura como ferramenta de formação política, diálogo comunitário e afirmação de direitos. A atividade foi realizada pelo Ilê Asé Opo Alafunbi, terreiro que há mais de dez anos desenvolve ações sociais, culturais, religiosas e empreendedoras na comunidade de Parque São Paulo – Itinga.

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Quilombolas do Rio participam de oficina de comunicação para fortalecer a incidência e o protagonismo quilombola

A atividade foi conduzida por Ivana Dorali, jornalista, pedagoga e educomunicadora, mestranda em Comunicação Digital e Cultura de Dados pela FGV e coordenadora de Comunicação da Mandata da Deputada Dani Balbi. Ivana lançou mão de sua ampla experiência na formação de jovens e coletivos em comunicação popular, comunitária e ativista, contando com o apoio dos gêmeos Romulo Amorim e Rudson Amorim, do Observatório de Favelas.