21 anos do 21 de janeiro: e a memória ancestral de Mãe Gilda de Ogum segue viva!

Lançando Mostra Cultural, o Selo “Racismos e intolerâncias NÃO!” E realizando ato virtual, KOINONIA atua em mais uma semana de afirmação da liberdade religiosa o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Em 2021 marcam 21 anos do falecimento de Mãe Gilda de Ogum, Iyalorixá que deu origem ao Dia de Combate à Intolerância. No candomblé é celebrado o rito do axexê de 21 anos.

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, Lei 11.635/2007 é uma homenagem à Mãe Gilda de Ogum, do terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado na Bahia.

Em 21 de janeiro do ano 2000 Mãe Gilda faleceu após sofrer um infarto, ocasionado pela intolerância religiosa provocada pela Igreja Universal do Reino de Deus, que usou o seu jornal para atacar os seus filhos de santo e chamá-la de charlatã. Ela também teve o seu terreiro invadido e depredado por fundamentalistas.

A intolerância religiosa que matou Mãe Gilda é uma das diversas faces do racismo estrutural presente no País, racismo religioso que diariamente atinge, sobretudo, os integrantes de religiões de matriz africana: umbanda e candomblé, como mostram os dados de um levantamento realizado pelo Disque 100- Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, publicado no site Brasil de Fato.

Segundo a pesquisa, apenas no primeiro semestre de 2019 houve um aumento de 56% de denúncias de intolerância religiosa, em comparação com o ano de 2018. A maior parte delas realizadas por candomblecistas e umbandistas. No total, foram 354 denúncias, contra 211 do ano anterior.

Entre 2015 e o primeiro semestre de 2019 o Disque 100 registrou 2.722 casos de denúncias, uma média de 50 por dia, mostrando que apesar de uma lei que criminaliza a intolerância ela permanece se fazendo presente, e por isso, é uma das principais pautas de Koinonia: combater qualquer tipo de intolerância e preconceito.

Este ano seria um ano especial para os praticantes do candomblé, é celebrado o axexe de 21 anos da morte de Mãe Gilda, ritual funebre dentro da religião, cerimônia que também ocorre nos dias que sucedem o falecimento, após o enterro. Porém, devido à pandemia, algumas ações foram modificadas.

Ainda assim, muitos eventos acontecerão e Koinonia estará presente em vários deles, seja apoiando, seja participando ou produzindo, como temos feito em nossas redes sociais.

Iniciamos a semana com uma live, realizada no instagram da organização, na qual a coordenadora, Ana Gualberto, e o direto executivo, Rafael Soares, falaram sobre intolerância religiosa e como combatê-la.

No dia 19 lançamos o selo “Racismos e intolerâncias: NÃO!”, uma forma de marcar o nosso posicionamento contra as intolerâncias e incentivar outras organizações e pessoas da sociedade civil em geral a se posicionarem também. Durante todo o ano usaremos este selo em todas as nossas publicações, e ele já está disponível em nosso site para ser baixado por quem tiver interesse. (kn.org.br/noticias/racismo-intolerancia-nao), pois juntos somos mais fortes.

No próximo dia 21, lançaremos a Mostra Cultural Liberdade e Direito, que nesta primeira edição visa celebrar o Dia de Combate à Intolerância. A mostra se propõe a utilizar a cultura para possibilitar reflexões, sobretudo no atual momento político em que vivemos.

Contamos com as presenças encantadoras dos cantores e ativistas culturais Rebeca Tárique, Maiara Silva e Carlos Barros. Rebeca é cantora, historiadora, Sacerdotisa de Oyá e militante do Movimento Negro. Maiara é poeta escritora, mobilizadora e produtora cultural. Já Carlos, é cantor, professor de história e mestre em ciências sociais. Iniciado no Candomblé para Oxóssi, ele tem dois álbuns lançados – Cantiga vem do Céu (2009) e Antes da próxima estação (2014).

Também no dia 21 nos somamos junto à pessoas religiosas de diferentes fés, em uma celebração virtual que foi construída coletivamente, e contará com testemunhos, orações, canções e meditações de diferentes traduções. Acompanhe através da transmissão ao vivo em nossas páginas do Facebook. Uma data importante e necessária, ainda mais em tempos nos quais o fundamentalismo age para afastar e opor pessoas de fés diferentes.

Dentre os eventos que participaremos e apoiaremos, estão:

 

– Live com o ritual no busto de Mãe Gilda, na Lagoa do Abaeté, em Salvador. O evento será transmitido pelo instagram do Axé Abassa de Ogum e ocorrerá a partir das 8h do dia 21.

– Ana Gualberto, coordenadora de Koinonia, juntamente com Ìya Márcia de Ogum, participará de uma roda de conversa no CEBIC (Conselho Baiano de Igrejas Cristãs), ocasião em que falarão sobre o Candomblé. Também no dia 21, o evento será transmitido pelo canal do YouTube de CEBIC.

– Camila Chagas, advogada de Koinonia, participará de uma roda de conversa no canal do You Tube do Cuxi Coletivo Negro Evangélico, onde falará sobre O Pecado do Racismo Religioso. A roda será no dia 21 às 20h30.

-Rafael Soares, Ogan d’Oxossi da Casa Branca e diretor-executivo de KOINONIA, mediará a mesa Religiões no campo do Direito, às 11h, no IV Seminário Liberdade Religiosa, Democracia e Direitos Humanos, realizado pelo CEAP (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas e CCJF (Centro Cultural Justiça Federal.

Toda a programação de Koinonia e divulgação de eventos nesta semana de extrema importância estará disponível em nossas redes sociais, Instagram, Facebook, Twitter e YouTube.

Um chamado à reafirmarmos: Racismos e Intolerâncias, NÃO!

As intolerâncias no Brasil têm uma base estrutural que se repete de acordo com as conjunturas. São intolerâncias religiosas, racismos, lgbtfobias, machismos e misoginias que se cruzam o tempo inteiro, discriminações presentes na sociedade que têm se perpetuado ao longo dos anos pelos sistemas de opressões.

Há 21 anos a Iyalorixá Gilda de Ogum, do Ilê Axé Abassá de Ogum, na Bahia, faleceu em decorrência da violência religiosa. Após diversos ataques aos seus filhos de santo e uma série de mentiras contra a sua casa, Mãe Gilda sofreu um infarto. Contudo, duas décadas depois do ocorrido, não houve mudanças significativas.

Um estudo publicado pelo CCIR (Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos) mostra que dos 1.014 atendimentos realizados pelo CEPLIR (Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos) na cidade do Rio de Janeiro, entre abril de 2012 e agosto de 2015, 71% das denúncias de intolerância religiosa foram feitas por candomblecistas e umbandistas.

Em 2019 uma pesquisa realizada pelo Ministério da Mulher e Direitos Humanos e publicada no jornal Brasil de Fato mostrou que no primeiro semestre daquele ano a intolerância religiosa teve um aumento de 56% em comparação com o ano anterior, e novamente, as denúncias realizadas por adeptos de religiões de matriz africana foram as maiores.

A constatação de que umbandistas e candomblecistas são os mais atingidos pela intolerância religiosa é, também, a evidência da perpetuação do racismo. Dados do Atlas da Violência, em um levantamento feito pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) em parceria com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostram que em 2018,  75,7% das vítimas de homicídio no Brasil eram negras.

De 2008 a 2018 os homicídios contra negros teve um aumento de 11,5%. Em contrapartida, o número de mortes violentas contra pessoas não negras teve uma queda de 12,9%.

É preciso ressaltar que dentro dessas estatísticas estão presentes o tocante gênero e a orientação sexual, como mostrou um estudo realizado por pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em que foi constatado que entre 2015 e 2017 houve 24.564 registros de violência contra a população LGBTQI+.

69% das vítimas tinham entre 20 e 59 anos, e metade, 50%, eram negras. 46,6% eram transexuais ou travestis e 57,6%, homossexuais, dos quais 32,6% lésbicas e 25% gays, ou seja, as mulheres lésbicas são as maiores vítimas.

No geral, uma mulher é morta a cada sete horas apenas pelo fato de ser mulher, foi o que divulgou o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que em 2019 apresentou um levantamento mostrando que, em 2018, 1.206 mulheres foram assassinadas.

BAIXE AQUI O SELO E FAÇA PARTE DESSA REDE!

Chamar a atenção para a importância de adotarmos posturas e práticas antirracistas, anti machistas, lgbtfóbicas e anti capitalistas e contra a qualquer tipo de intolerância, sobretudo em um governo como o que vivemos, parece algo óbvio, mas os dados mostram que a cada dia a necessidade é mais urgente. Urge que sejamos contra a qualquer violência e prática negativa que nos hierarquize.

É urgente que organizações/ coletivos/ comunidades ecumênicas e a sociedade civil em geral esteja unida neste combate, reorganizando nossas lutas e ações. É por isso que estamos lançando o selo “Racismos e intolerâncias: NÃO!”. Este selo estará presente em todas as ações de KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço no ano de 2021, mas ele não é só nosso, é de todas as pessoas que lutam contra qualquer prática discriminatória.

Por isso pedimos que se juntem a nós nessa ação em rede, e estejam livres para utilizarem este selo em suas peças de comunicações na semana de afirmação da liberdade religiosa e nas datas que marcam os direitos humanos no brasil. Ele é nosso!

Venha com a gente! Use este selo! Vamos juntes!

Junto ao selo utilize a hashtag #racismointolerancianao nas redes sociais!

Acesse a pasta para baixar as duas versões do selo:
https://drive.google.com/drive/folders/19wgILR9lX7P5_z2NiaFgogYwXeH3-08m?usp=sharing

Em caso de dúvidas, entre em contato:

Natália Blanco – comunica@koinonia.org.br
Luciana Faustine –
comunica2@koinonia.org.br

Retrospectiva 2020: ano que nos desafiou, mas não nos impediu!

 

2020 entrou para a história como o ano em que o mundo parou por causa da pandemia de coronavírus, e com isso, inúmeras adaptações foram impostas às organizações sociais.

Planos, projetos e ações previamente organizadas foram adaptadas para o “novo normal”, e ações oriundas da nova realidade tiveram que ser incorporadas nas frentes de trabalho.

Em uma nova realidade, Koinonia Presença Ecumênica e Serviço permaneceu na atuação a partir do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, no combate às intolerâncias e opressões impostas pela conjuntura, que mesmo em meio a pandemia não deram trégua.

Permanecemos na luta pelos direitos das mulheres e promovendo o debate sobre as questões da comunidade LGBTQIA+. Da mesma forma, seguimos fortemente junto às comunidades negras tradicionais, possibilitando, inclusive, conexões de solidariedade em um momento em que fragilidades sistêmicas, econômicas e sanitárias impuseram tantas necessidades básicas.

Após estes quase 365 dias de 2020 nos sentimos orgulhosas/os do trabalho que conseguimos fazer até aqui, e compartilhamos uma breve retrospectiva de nossas ações, com o desejo de que o próximo ano nos possibilite fazer ainda mais do que fizemos e fazemos. Desejamos um 2021 com mais esperança para os povos latino-americanos, e claro, muita organização de nossas lutas populares e agendas contra os fundamentalismos.

Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso

Semana de afirmação da liberdade religiosa 2020

Janeiro é um mês de luta para KOINONIA, temos o dia 21, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, e assim, começamos o ano com ações que visam combater a intolerância e celebrar os 20 anos de Memória Ancestral de Mãe Gilda, Ialorixá do Ilê Axé Abassá de Ogum, que inspirou a criação desta data. No ano de 2000, Mãe Gilda enfartou após sucessivos ataques contra seus filhos de santo, provocados pelo racismo religioso. As celebrações do marco contaram com atividades em várias partes do país.

Confira a semana de afirmação da liberdade religiosa 2020 de KOINONIA

No Rio de Janeiro, KOINONIA participou do III Seminário Sobre Liberdade Religiosa, Democracia e Direitos Humanos. Participou também da vigília Inter-religiosa, realizada na Cinelândia, evento que teve a participação de líderes e pessoas leigas de várias religiões, com ou sem religião.

Em Salvador a agenda foi intensa. Começando com a homenagem no busto de Mãe Gilda, localizado na Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã. O evento contou com a participação de lideranças religiosas do candomblé, umbanda, cristãs entre outros segmentos. Posteriormente houve uma roda de conversa para debater o tema, realizada no terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum em que KOINONIA teve participação. Houve ainda um debate e uma Missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e uma roda de conversa sobre Racismo Religioso, realizada no Espaço Cultural Vovó Conceição.

Já em São Paulo aconteceu o Ato histórico de Celebração Inter-religiosa na Igreja Betesda de São Paulo. KOINONIA esteve a frente da organização do ato, e a igreja que é conhecida no mundo evangélico pela liderança de Ricardo Gondim abriu as portas pela primeira vez para um ato como este. Lideranças religiosas e não religiosas, pessoas das mais diversas tradições estiveram reunidas para demarcar a importância da data do 21 de janeiro.

Evento de encerramento de Christian Aid no Brasil

Em março, pouco antes do início da quarentena, ainda em uma realidade que permitia aglomerações, participamos do evento que marcou o encerramento das atividades da parceira Christian Aid no escritório do Brasil. Foram anos de parcerias e projetos em conjunto, encontros ecumênicos compartilhados e uma história na busca por um mundo mais justo e igualitário.

Também em março, houve a participação no encontro que discutiu o papel das comunidades cristãs no cenário político. O encontro foi realizado na ICM São Paulo – Igreja da Comunidade Metropolitana de São Paulo.

Parceria MAB e KOINONIA na ajuda emergencial da ACT Aliança

Já em meio à pandemia, KOINONIA iniciou o projeto de ajuda emergencial da ACT Aliança, representando o Fórum Ecumênico ACT Brasil. O projeto realizado nas periferias de São Paulo com nosso parceiro local MAB – Movimento de Atingidos por Barragens, teve como objetivo ações de solidariedade por meio de cestas básicas e assessoria do MAB à famílias atingidas por enchentes recorrentes. Foram doadas 2 mil cestas com alimentos e artigos de higiene e limpeza, distribuídas para famílias de São Paulo e Baixada Santista.

Publicação debate Fundamentalismos e crise na América Latina

Também publicamos o livro “Fundamentalismos, Crise na Democracia e Ameaça aos Direitos Humanos na América do Sul”, de autoria da jornalista, doutora em Ciências da Comunicação e associada de KOINONIA, Magali Cunha. A obra é fruto de uma pesquisa que investiga os processos e dinâmicas dos fundamentalismos na Argentina, Brasil, Colômbia e Peru. E pode ser baixado gratuitamente.

Fórum Ecumênico ACT Brasil e Fóro Ecuménico Sur

Participamos de encontros e reuniões de articulações com o Fórum Ecumênico ACT Brasil, que realizou seu encontro anual virtualmente; e da consolidação do Foro Ecuménico ACT Sur que chega para fortalecer as relações ecumênicas na região. Foram notas, pronunciamentos, e ações de incidência virtual para juntas/os pressionarmos os atores da conjuntura que promovem as políticas de morte e aniquilação dos nossos povos.

EAPPI Brasil na defesa do povo palestino

Nos somamos à Campanha Não à Anexação, junto a organizações ecumênicas e igrejas que enviam voluntários para servirem como Acompanhantes Ecumênicos (EAs) na Palestina e Israel no Programa Ecumênico de Acompanhamento, o qual coordenamos aqui no Brasil, para posicionarmos contra a anexação unilateral de terras palestinas ao Estado de Israel.

Diálogos Ecumênicos Pela Amazônia

Também estamos lançando o portal Diálogos Ecumênicos Pela Amazônia, em português, inglês e espanhol, fruto de um projeto que leva o mesmo nome, coordenado em parceria com o Centro Regional Ecuménico de Asesoría y Servicio  – CREAS, visando o fortalecimento de iniciativas ecumênicas e inter-religiosas pela dignidade dos territórios amazônicos no Brasil, Bolívia, Colômbia e Peru. Por meio de análises compartilhadas e ações conjuntas, para promover a defesa da Casa Comum em parceria com movimentos sociais, organizações indígenas e quilombolas; bem como denunciar as violações de direitos e ameaças sofridas por comunidades tradicionais no controle sobre a terra e seus bens comuns.

Direitos das Mulheres e Comunidade LGBTQIA+

FEACT Brasil e justiça de gênero

Em países profundamente desiguais como o Brasil, períodos de quarentena deflagram outras realidades — violações de direitos ainda mais aviltantes no acesso à terra, território, moradia, trabalho, saneamento básico, comunicação e segurança alimentar por parte de populações vulnerabilizadas. A violência de gênero é uma delas. A diaconia ecumênica com justiça de gênero alerta as organizações baseadas da fé sobre a urgência de pensar ações que reduzam o sofrimento de mulheres, crianças, adolescentes, pessoas idosas e LGBTQI+ forçadas a viver diuturnamente na presença de seus agressores. Neste sentido o Fórum Ecumênico ACT Brasil sistematizou algumas experiências no enfrentamento à violência, emergência e ajuda humanitária.

KOINONIA e Evangélicas Pela Igualdade de Gênero

Este ano também fortalecemos a parceria com o coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero, realizando na Igreja Metodista na Luz a roda de diálogo inter-religioso em virtude do 8 de MarçoTeologia é Coisa de (Toda) Mulher”, tema que norteou as atividades conjuntas ao longo do ano, sobretudo com o Curso online e Campanha de Escuta Ativa e Empática: “Mulher, vai tudo bem contigo?”. Foram lives, postagens e até uma Formatura do curso e lançamento da cartilha de Formação, que marcou o  encerramento dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e o dia Internacional dos Direitos Humanos.

Fluxo Solidário

KOINONIA também foi parceria da iniciativa coletiva Fluxo Solidário, que consistia na montagem e entrega de kits com absorventes e itens de prevenção sexual para mulheres e pessoas que menstruam.

Juventudes, Sexualidade e Direitos Humanos – Prevenidas!

Prevenidas! Esse foi o nome dado ao projeto que trata de juventude, sexualidade e direitos humanos, com foco na prevenção ao HIV e Outras ISTs. O lançamento aconteceu no dia 20 de fevereiro, quando recebemos em São Paulo um grupo de referência em assuntos ligados à prevenção, direitos humanos e acesso à saúde.

O projeto é conveniado com a Coordenadoria de IST/Aids da Cidade de São Paulo, ao longo do ano promoveu a Formação em Direitos Humanos e Prevenção ao HIV e outras ISTs, em que foram debatidos diversos assuntos sobre o tema. Além disso, produzimos em nossas redes sociais postagens informativas sobre prevenção, além de lives e podcast que tiveram o intuito de orientar e combater o preconceito e a desinformação.

Julho das Pretas

O mês de julho também foi recheado de atividades, com o Julho das Pretas, em que chamamos parcerias de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo trazendo mensagens de força, resiliência e resistência, celebrando as mulheres negras de nosso país e América Latina. Foram séries de vídeos e encontros online trazendo temas como racismos, direitos das mulheres, e a potência do afeto enquanto revolução para o povo preto. Também celebramos junto às nossas companheiras, os 8 anos da Rede de Mulheres Negras da Bahia. Além disso lançamos a edição nº 41 do informativo Fala Egbé, com textos reflexivos e matérias sobre o eixo que atua no direito das mulheres e comunidades negras tradicionais.

Comunidades Negras Tradicionais

Fala Egbé – informativo dos territórios negros

Com as comunidades negras tradicionais do Baixo Sul da Bahia, inovamos ao construirmos o projeto de podcast do Fala Egbé, programa em áudio que procuramos trazer para este formato as experiências de mulheres e pessoas das comunidades negras tradicionais. Em 4 programas, as mulheres falaram sobre saberes ancestrais, política, territórios negros, identidade e racismo , além de comentarem temas que circundam o dia a dia delas e da sociedade como um todo.

Como citamos no item anterior, na nova edição do informativo Fala Egbé nº 41, jornal digital, abordamos os eventos ocorridos em memória dos 20 anos de morte de Mãe Gilda, falamos sobre as experiências das comunidades quilombolas no combate à COVID-19, refletimos sobre o conceito de Territórios Negros e também homenageamos Seu Antônio Correia dos Santos, liderança quilombola da Comunidade do Barroso, assassinado recentemente por defender o direito à terra na região do Baixo Sul da Bahia.

Solidariedade em tempos de pandemia

A solidariedade é uma realidade na vida das comunidades negras tradicionais. Tanto entre as comunidades do Baixo Sul da Bahia ou os terreiros de candomblé com os quais trabalhamos em Salvador, não faltaram mobilizações para atender famílias em situação de vulnerabilidade neste contexto difícil.

Documentário da Feira Agroecológica de Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência

Devido à pandemia, em 2020 não foi possível a realização da Feira Agroecológica de Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência, que completou 9 anos. Para marcar a data e a importância da atividade, lançamos um documentário sobre a feira, o qual resgatou as histórias que tecem os fios da importante construção coletiva que a feira se tornou na vida das mulheres. É um documentário que teve aspectos muito especiais, pois foi pensado junto às mulheres, que participaram enviando suas lembranças, fotos, vídeos, artes, registros do que a feira significa para elas.

Fôlego para 2021!

Além de projetos específicos, foram lives, reuniões online, gravações e muitas experimentações de nos mantermos ativas/os e em conexão com movimentos e organizações parceiras no Brasil e internacionalmente também.

Fomos desafiadas/os a resistir em todos os aspectos. E Nosso desejo é que em 2021 os ventos de justiça soprem mais fortes e tragam vacinas, saúde, afeto e mais justiça e menos fundamentalismos. Seguimos!

 

Por Natália Blanco e Luciana Faustine/ KOINONIA

Programa Fala Egbé 4: Territórios negros na voz das mulheres

Quer entender o que é um território negro? ENTÃO APERTE O PLAY!

O Fala Egbé é um programa desenvolvido por Koinonia Presença Ecumênica e Serviço. Neste quarto episódio, representantes das comunidades quilombolas e de terreiros de candomblé falam sobre as suas visões acerca de um território negro.

Resistência negra, vivências em quilombos, religião de matriz africana, o espaço enquanto um território, acolhimento, colorismo são alguns dos assuntos abordados no programa.

Agradecemos a participação das nossas companheiras de Camamu: Ana Célia (Quilombo do Barroso), Eliete Damásio ( Comunidade Jetimana), Joelma Brito (Comunidade Jetimana), a nossa companheira Fabiana Ramos (Quilombo Santa Rita do Bracuí, no Rio de Janeiro) e a querida Ana Gualberto, coordenadora de comunidades negras em Koinonia e Iyá Oju Omo Ilê Adufé, uma comunidade de religião de matriz no Rio de Janeiro. 

Apresentação e produção: Camila Chagas, advogada, educadora popular e colaboradora de Koinonia. Roteiro, edição e produção pelas jornalistas Luciana Faustine e Natália Blanco.

Quer trazer algum relato sobre sua comunidade ou sugerir um tema, basta enviar uma mensagem para o e-mail da nossa comunicação: comunica@koinonia.org.br

Gostou? Encaminhe o programa para os contatos da sua rede e ajude a divulgar!

KOINONIA e EIG realizam formatura e lançamento da cartilha da Formação em Escuta Ativa e Empática

 

Marcando o encerramento dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e o dia Internacional dos Direitos Humanos, no último dia 10 de dezembro realizamos uma celebração online de formatura com as mulheres/pessoas que participaram do Curso de Formação em Escuta Ativa e Empática “Mulher, vai tudo bem contigo?”.

Fruto de um processo de construção coletiva, entre KOINONIA e Evangélicas Pela Igualdade de Gênero, o curso e campanha de mesmo nome tiveram sua primeira edição entre julho e agosto deste ano.  E os planos de parceria entre EIG e KOINONIA é que em 2021 aconteçam novas edições da formação

O evento também teve o caráter simbólico de reafirmar nosso compromisso na luta pela igualdade e justiça de gênero, pelo fim das violências contra as mulheres no Brasil e no mundo; sobretudo em tempos de pandemia, em que os índices de violência contra as mulheres bateu recordes em todo o país.

Durante o encontro, escutamos falas de duas participantes representando as formandas. Para Maria Mariana, evangélica do Paraná, “é uma felicidade ter participado do curso, deste momento… pra mim é um prazer conhecer mulheres tão inspiradoras e de tantos lugares diferentes!”.

A baiana e católica Marli completa, “que vocês continue inspirando as boas novas em vossos corações, para que mais projetos como esse possam surgir, e que possamos ter mulheres mais fortes e preparadas para enfrentar esse mundo tenebroso com desassombro, com garra e Fé.” Marli antes mesmo de anunciarmos a sistematização do curso através da Cartilha, teve o cuidado em imprimir todos os textos utilizados no curso de forma independente, encadernado as páginas e lavado até a paróquia onde comunga para mostrar a seu padre e se colocar a disposição para ser uma multiplicadora em sua comunidade.

LANÇAMENTO DA CARTILHA DE ESCUTA ATIVA E EMPÁTICA

E por fim, a celebração também marcou o lançamento da Cartilha, com todos os conteúdos do curso sistematizados e também indicações onde as pessoas podem encontrar os materiais produzimos pela campanha, como cards/ imagens e vídeos.

A cartilha está disponível gratuitamente, clique aqui para acessar.

Acesse os vídeos usados na campanha clicando aqui.

Acesse os cards utilizados na campanha clicando aqui.

Por Natália Blanco/ Koinonia

𝗣𝗥𝗔𝗧𝗜𝗖𝗔𝗦 𝗗𝗘 𝗦𝗔𝗨𝗗𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗢𝗩𝗢 𝗗𝗘 𝗔𝗫𝗘 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗥𝗔 𝗔 𝗗𝗜𝗦𝗦𝗘𝗠𝗜𝗡𝗔𝗖𝗔𝗢 𝗗𝗔 𝗖𝗢𝗩𝗜𝗗-𝟭𝟵

Organizado pelo 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗧𝗘 𝗗𝗘 𝗘𝗡𝗙𝗥𝗘𝗡𝗧𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗔 𝗖𝗢𝗩𝗜𝗗-𝟭𝟵 𝗗𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗜𝗚𝗜𝗢𝗘𝗦 𝗗𝗘 𝗠𝗔𝗧𝗥𝗜𝗭 𝗔𝗙𝗥𝗜𝗖𝗔𝗡𝗔 𝗗𝗘 𝗦𝗔𝗟𝗩𝗔𝗗𝗢𝗥 𝗘 𝗥𝗘𝗚𝗜𝗔𝗢 𝗠𝗘𝗧𝗥𝗢𝗣𝗢𝗟𝗜𝗧𝗔𝗡𝗔

Foi reunida em uma cartilha o uso de medidas preventivas para manter boas condições de saúde, algo que comumente as comunidades de terreiro e de quilombos conhecem e já utilizam há muito tempo. Juntando o conhecimento das folhas, com a herança transmitida de boca a ouvido e em combinação com as orientações gerais da OMS e Secretarias de Saúde. Compartilhamos o resultado desta construção, uma cartilha com saberes que nos ajudarão a fortalecer a imunidade do nosso organismo contra os agravos dos sintomas da Covid-19. Nesta cartilha trazemos uma demonstração destes conhecimentos, alguns já popularizados, que podem ser utilizados para fortalecer a saúde física e espiritual nestes tempos de pandemia.

Acesse: https://drive.google.com/file/d/1vWZX0TBh0lkGBglXpOSgeTsu9eYEcLpi/view

Fluxo solidário e KOINONIA entregam recomendação ao CNDH sobre a pobreza menstrual

Por Alexandre Pupo/ KOINONIA

No último dia 02 de dezembro, KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço recebeu em São Paulo o presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos – CNDH, Renan Sotto e o vice-presidente Leonardo Pinho. Eles receberam de Vivi Mendes, do coletivo Fluxo Solidário, uma recomendação ao CNDH sobre a pobreza menstrual. O Fluxo Solidário é um coletivo que surgiu da militância de um grupo de mulheres que se organizam para lutar contra a pobreza menstrual, e que tem sido apoiado por KOINONIA.

Pobreza menstrual se refere à falta de acesso que pessoas em situação de vulnerabilidade social enfrentam durante sua menstruação. Essa vulnerabilidade está associada a condições de higiene, saneamento básico e em larga medida ao acesso a absorventes.

No Brasil, estima-se que 23% das jovens entre 15 e 17 anos não tem dinheiro para comprar absorventes. Enquanto pastas de dente e papel higiênico são corretamente isentos de impostos, absorventes têm em média 1/3 de seu valor composto por tributos. A falta destes utensílios faz com que soluções inadequadas e arriscadas do ponto de vista de saúde se tornem a única saída para diversas pessoas durante o seu fluxo menstrual. Saco plástico, panos velhos, papelão, miolo de pão são algumas das alternativas recorridas na vulnerabilidade.

Mulheres encarceradas, em situação de prostituição e de rua ou em extrema pobreza, pessoas ovariadas em vulnerabilidade enfrentam cotidianamente as angústias e perigos da falta de absorventes. A pandemia tem escancarado as desigualdades múltiplas existentes na sociedade brasileira. A pobreza menstrual é uma face da desigualdade profunda de gênero que enfrentamos e que se acentuou diante do crescimento da miséria e da escassez por conta da crise atual e da pandemia.

Mães não devem ter que escolher entre comprar absorventes ou comidas. Presas não devem ser submetidas a situações de insalubridade por falhas do Estado. Pessoas em situação de rua devem poder acessar itens básicos de higiene.

Um fenômeno biológico e natural que acompanha mais de 50% da população brasileira durante anos de suas vidas, não pode ser visto como um tabu. Refletir sobre a construção de estigmas em torno da menstruação contribui para a defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

Através de uma arrecadação online, o Fluxo Solidário recebeu mais de R$40.000,00 em doações e montou kits de higiene que foram distribuídos através de organizações parceiras e movimentos sociais que já trabalham com pessoas que menstruam e que estão situação de vulnerabilidade social, como a casa de acolhida LGBT Casa 1, na Reserva Indígena Tekoa Pyau no Pico do Jaraguá, a pastoral do Povo de Rua junto ao Padre Julio Lancelotti, a cooperativa da catadoras e catadores COOPAMARE e o Movimento dos Atingidos por Barragens. Onde é possível, a entrega é feita junto com uma palestra e roda de conversa com profissionais da saúde que orientam e trocam informações com as mulheres sobre saúde menstrual.

A ação junto ao CNDH faz parte de uma outra área de atuação do Fluxo Solidário, de incidência pública para mudanças na legislação sobre o tema. Os absorventes são considerados bens supérfluos pela legislação tributária, o que faz com que tenha um peso alto dos impostos no preço final desse produto essencial para todas as pessoas que menstruam. A luta política do Fluxo Solidário gira em torno de duas propostas: a isenção tributária e a distribuição gratuita de absorventes nas UBS’s e escolas.

Siga no instagram: @fluxosolidário

Dezembro Vermelho: Juventudes, Sexualidade e Direitos Humanos na enfrentamento a epidemia do HIV

01 de dezembro é o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. A data marca o início do dezembro vermelho, mês que tem como objetivo chamar a atenção para as medidas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.

Nos últimos dez anos os novos casos de pessoas infectadas com o HIV na América Latina tiveram um aumento de 20%, passando de 100.000 em 2010 para 120.000 em 2019, é o que mostra o levantamento da OPAS (Organização Pan-americana da Saúde).

A pesquisa mostra ainda que a epidemia atinge majoritariamente homens homossexuais, mulheres trans e profissionais do sexo, representando cerca de 50% das novas infecções.

Na cidade de São Paulo temos dados mais esperançosos, segundo o boletim divulgado pela Coordenadoria de IST/Aids de São Paulo, pela primeira vez na história da cidade de São Paulo, os novos casos de HIV caem por três anos seguidos. “Em 2019, foram 2.946 novos registros, 11,7% a menos do que no ano anterior (3.340). Se a comparação for com 2017, a diminuição chega quase aos 25% (3.889 casos).  As notificações da aids também têm diminuído, com decréscimo ininterrupto desde 2015. Entre 2018 e 2019, a queda foi de mais de 20% (2.033 novos casos para 1.623) e de 30% entre 2015 e 2019 (2.421 para 1.623)” segundo costa na comunicação da Coordenadoria.

O estigma em torno do HIV e da AIDS é um dos maiores entraves na luta contra o vírus, pois o preconceito e falta de acesso a informação faz com que centenas de pessoas desconheçam a sua sorologia. Isso se agrava ainda mais quando, de alguma forma, tem a presença da religião enquanto instituição que dita regras.

Fortalecendo os laços para a construção de pontes de conhecimento

Clique e escute o podcast especial do Prevenidas sobre o Dezembro Vermelho

Ao longo das últimas semanas KOINONIA tem realizado o curso de formação “Prevenidas: Formação em Direitos Humanos, Sexualidade e Prevenção ao HIV e outras ISTs”, que visa debater a o univreso das Juventudes nos temas de Prevenção, Sexualidade e Direitos Humanos. O curso faz parte do projeto de mesmo nome, coordenado por KOINONIA em convênio com a Coordenadoria de IST/Aids de São Paulo.

O Curso que era previsto para acontecer presencialmente, precisou passar por adaptações após o início da pandemia da covid-19. Muitos foram os desafios, mas a formação tem acontecido e está dividida em 6 módulos:

  1. Falando sobre sexualidade: cultura, religião e tabus.
  2. Conhecendo o corpo: afetividade, desejos e sexualidade.
  3. Desejos e prazeres: vamos conversar sobre prevenção?
  4. Sexualidade, raça e direitos humanos: uma questão de direitos.
  5. A saúde como direito: por que defender o SUS?
  6. Pensando a nossa prática nos territórios digitais.

Ramiro Felipe, pessoa trans não binária, 25 anos e graduando em psicologia, afirma que sua experiência na formação tem sido maravilhosa, “sobretudo pela troca com as pessoas”, diz.

“Do meu circulo de amigos eu não conheço ninguém que seja portador de HIV/AIDS. Quando a gente conversa, troca experiências, a gente vai aprendendo sobre os direitos que resguardam, discussões sobre o tema, forma de prevenção. Quando falamos de prevenção para mim é autocuidado”, conclui.

Embora tenha espiritualidade, Giovana não se considera uma pessoa religiosa. Para ela, é muito importante debater a religião e sexualidade em um curso, algo que ela só vivenciou poucas vezes.

Assim como Ramiro, ela é uma das participantes do curso. Psicóloga e estudiosa no que tange a sexualidade, ela acredita que debater religião e sexualidade é de extrema importância, principalmente pela empatia e o respeito. “Pra muita gente no Brasil a religião é estruturante, faz as pessoas seguirem em frente em muitos momentos. E também em muitos momentos dita algumas regras. E claro, envolve a sexualidade. É um campo de discussão”, explica.

A mais nova integrante do curso, Yasmin Santos imaginou que devido a diferença de idade entre ela e os demais participantes fosse deixa-la sem poder de voz, no entanto, Yasmin conta que não foi isso que aconteceu. “Todo mundo me escuta, todo mundo tem a sua voz”, diz.

Paulo Ricardo elogia e valoriza a pluralidade encontrada no curso. Para ele, o olhar multiformado e abordagem de diferentes eixos como sexualidade, direitos humanos, gênero e raça são fundamentais, sobretudo quando se vive em grandes cidades.

“Essa troca de informações e essa pluralidade de pensamentos é fundamental no contexto de formação de nós indivíduos”, explica.

Além disso, ao longo do ano, fomos produzindo outros conteúdos audiovisuais para estimular o debate proposto pelo projeto. Confira:

Lançamento: Portal do Diálogo Ecumênico e Interreligioso pela Amazônia

 

A iniciativa Diálogo Ecumênico e interreligioso pela Amazônia visa fortalecer iniciativas ecumênicas e interreligiosas pela dignidade humana no Brasil, Bolívia, Colômbia e Peru, promovendo análises compartilhadas e ações conjuntas. Seus objetivos são:

– Fortalecer a ação conjunta do movimento ecumênico latino-americano em defesa da Casa Comum e o diálogo com movimentos sociais, organizações indígenas e quilombolas;

– Denunciar as violações de direitos e ameaças sofridas por comunidades tradicionais no controle sobre a terra e seus bens comuns;

– Desenvolver análises contextuais coletivas sobre os desafios à atuação de defensores e defensoras da natureza e dos direitos humanos e o papel do movimento ecumênico;

– Promover solidariedade global com os desafios enfrentados pelos povos amazônicos, convocando Igrejas e Organizações Irmãs no sul e norte global à oração e ação;

– Apoiar o desenvolvimento de uma espiritualidade ecológica que nos ajude a sentir-nos parte da Casa Comum, todo o mundo habitado, em respeito a todas as tradições de fé.

Em 2019, a iniciativa promoveu vigílias ecumênicas pela Amazônia em diversas cidades do Brasil e na COP-25 em Madrid, além de promover solidariedade ao Sínodo da Amazônia na Declaração Somos Amazônia, endossada por mais de 130 igrejas e organizações baseadas na fé em todo o mundo.

Coordenado pelas organizações baseadas na fé KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço e Centro Regional Ecuménico de Asesoría y Servicio – CREAS, ambas fazem parte da Aliança

ACT, uma coalizão global com mais de 140 igrejas e organizações baseadas na fé, que trabalham juntas pela assistência humanitária, a promoção de capacidades e o desenvolvimento.

Convocamos igrejas, organizações ecumênicas e da sociedade civil a se somarem nessa iniciativa!

Entre em contato pela plataforma, disponível em 3 idiomas:

Português: https://koinonia.org.br/amazonia/
Español: https://koinonia.org.br/amazonia/es/
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