Fundação Palmares repudia ataque de racismo religioso contra terreiro em Salvador

A Fundação Cultural Palmares divulgou uma nota de repúdio oficial ao ataque de racismo religioso sofrido pelo terreiro de candomblé Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza, localizado no bairro Cajazeiras XI, em Salvador (BA). O ato de violência ocorreu no último sábado (17/01/2026), quando a entrada do espaço religioso, que existe há 33 anos, foi pichada com palavras ofensivas como “Jesus” e “assassinos”, além de terem sido lançadas tinta vermelha sobre o portão, interfone e caixa de correio do terreiro.

Segundo a Fundação, o ataque não deve ser interpretado como um incidente isolado, mas como parte de um padrão mais amplo de violações aos direitos de pessoas que professam religiões de matriz africana, que são protegidas pela Constituição Federal. A instituição enfatizou que as comunidades de terreiro, reconhecidas como povos tradicionais no Brasil, têm o direito constitucional de exercitar sua fé com segurança, dignidade e respeito — garantias que foram negadas no episódio.

Em sua nota, a Fundação Palmares reafirmou a necessidade de investigação rigorosa, responsabilização dos autores e implementação de políticas públicas efetivas que protejam espaços sagrados e comunidades de matriz africana, em especial diante do histórico de intolerância que ainda persiste no país.

O caso destaca a urgência de fortalecer mecanismos de proteção e conscientização contra o racismo religioso e a intolerância, sobretudo em um contexto onde ataques a locais de culto afro-brasileiros continuam sendo registrados.

📌 Disponível em: https://almapreta.com.br/sessao/cotidiano/fundacao-palmares-repudia-caso-de-racismo-religioso-contra-terreiro-em-salvador/
📌 Fonte: Alma Preta – 23/01/2026

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