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Terreiro Olufanjá recepciona o evento de Lançamento da Cartilha de Assistência Religiosa de Matriz Africana

No dia 28.01.26 (quarta), no Terreiro Olufanjá, localizado no bairro de Tancredo Neves, em Salvador, ocorreu o lançamento da cartilha “Assistência Religiosa de Matriz Africana”, material elaborado a partir de lideranças que fizeram o trabalho de assistência religiosa, assessoradas por KOINONIA, no Conjunto Penal Feminino de Salvador. O evento contou com a presença da ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Tamikuã Pataxó, que explicou o trabalho da ouvidoria e sua atuação junto a população vulnerabilizada. Apontou a perspectiva de trabalho junto às internas no Conjunto Penal Feminino de Salvador e as frentes de trabalho da defensoria pública. As cartilhas foram compartilhadas entre os presentes, oportunidade em que foi aberta às falas, tiradas dúvidas e informado sobre o trabalho de formação com as agentes penais e com as lideranças religiosas de matriz africana no primeiro semestre de 2026.

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CONIRB realiza ato inter-religioso na Igreja do Rosário dos Homens Pretos em Salvador

No dia 20 de janeiro de 2026, o Conselho Inter-religioso da Bahia realizou um evento na Igreja do Rosário dos Homens Pretos. O ato inter-religioso teve como proposta promover o diálogo em favor da paz e do respeito por todas as religiões e contou com a participação de lideranças religiosas de diversos segmentos. Com a igreja lotada, os líderes religiosos entoaram mensagem relacionadas ao dia nacional de combate à intolerância religiosa, mas, sobretudo, da possibilidade do diálogo entre as religiões como caminho para o respeito e a paz.

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Juventude de terreiro se reúne em Salvador para reafirmar a defesa da vida no encontro “A bala não escolhe sua fé”

No dia 17 de janeiro, o Arquivo Público Municipal de Salvador (BA) sediou o encontro de juventude de terreiro “A bala não escolhe sua fé”, promovido por KOINONIA. A atividade marcou os 10 anos da primeira edição do evento, realizada em 2015, e reuniu lideranças religiosas, educadoras(es) e ativistas para dialogar sobre violência de Estado, intolerância religiosa e os desafios enfrentados pela juventude negra na cidade de Salvador.

A programação teve início pela manhã com credenciamento e café coletivo, seguido de uma dinâmica de abertura conduzida por Candai Calmon, colaboradora de KOINONIA.

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Curso de Verão 2026 debate justiça ambiental, espiritualidade e racismo ambiental em São Paulo

Entre os dias 7 e 16 de janeiro de 2026, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) sediou o 39º Curso de Verão do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP). Com o tema “Justiça Ambiental: Compromisso Social e Inter-Religioso com o Bem-Viver”, o curso reuniu lideranças religiosas, educadoras(es) populares, pesquisadoras(es), representantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil do Brasil e de diversos países.

A iniciativa partiu da compreensão de que a crise ambiental é também social, racial, econômica, política e territorial, afetando de forma mais intensa povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e populações historicamente marginalizadas.

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Ato inter-religioso cobra laicidade do Estado e equidade no uso de recursos públicos

Lideranças religiosas, organizações da sociedade civil e ativistas dos direitos humanos realizaram, no dia 14 de janeiro, um ato público de desagravo e reivindicação, das 10h às 14h, em frente à sede da Prefeitura do Rio de Janeiro. A mobilização foi uma resposta às declarações do prefeito sobre as críticas ao uso de recursos públicos para a instalação de um palco gospel no Réveillon 2025/2026.

O ato ocorreu logo após a repercussão das falas do prefeito, que classificou as críticas como preconceito, e teve como objetivo afirmar que a reação não se restringe a uma disputa individual ou a um único grupo social.

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O povo de santo e o medo: racismo religioso, guerra cultural e desafios à efetivação da liberdade religiosa no Brasil

Este artigo analisa o racismo religioso direcionado às religiões de matriz africana, com ênfase no Candomblé, compreendendo-o como expressão de uma guerra cultural herdada do processo colonial brasileiro e atualizada na contemporaneidade por meio de práticas institucionais, políticas e religiosas excludentes. A partir de pesquisa bibliográfica e análise normativa, discute-se a formação histórica do racismo religioso, o papel do sincretismo como estratégia de sobrevivência, a atuação de setores neopentecostais na intensificação das violências simbólicas e materiais contra o povo de santo, bem como as contradições do Estado brasileiro no cumprimento do princípio da laicidade. Por fim, apontam-se caminhos de resistência, reconhecimento jurídico e formulação de políticas públicas voltadas à garantia da liberdade religiosa e à proteção dos territórios sagrados afro-

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Roda de Diálogo Cultural em Itinga fortalece terreiros, juventude e o enfrentamento ao racismo religioso

No dia 10 de janeiro, a comunidade de Itinga, em Lauro de Freitas (BA), recebeu a Roda de Diálogo Cultural, uma atividade voltada ao enfrentamento do racismo religioso e ao fortalecimento da juventude e da cultura de matriz africana. A iniciativa marcou a retomada de ações coletivas no território e reforçou a importância da cultura como ferramenta de formação política, diálogo comunitário e afirmação de direitos. A atividade foi realizada pelo Ilê Asé Opo Alafunbi, terreiro que há mais de dez anos desenvolve ações sociais, culturais, religiosas e empreendedoras na comunidade de Parque São Paulo – Itinga.